segunda-feira, 5 de junho de 2017

Mulher Maravilha é de fato, uma...


O filme começa com uma bela introdução da parte mitológica de origem de Diane Prince, com uma Gal Gadot que aparece somente com algum tempo de tela, e cada vez mais à vontade em seu papel. Themyscira é mostrada como um paraíso, repleto de belas paisagens e governado por mulheres, em especial pela Rainha Hipólita (Connie Nielsen) e sua irmã Antíope (Robin Wright). A primeira, governa a política da ilha, enquanto a outra serve de guarda e prepara a defesa do local. Entre ambas há a preocupação com o futuro de Diana, que tem sobre si uma promessa, de ser ela a chave para acabar com os resquícios do deus da Guerra, Ares.

O chamado à aventura ocorre quando Steve Trevor (Chris Pine) cai acidentalmente através do disfarce geral do arquipélago, causando na herdeira do trono uma curiosidade atroz pelo mundo externo, lançando-se assim ao mundo dos homens, apesar das reprimendas de seus parentes, e a partir daí começa uma jornada com um humor afiado, ao estilo dos melhores filmes da Marvel Studios.

Nota-se um uso grande do artifício do slow motion (que eu particularmente gosto muito), semelhante aos filmes dirigidos por Snyder, ainda que aqui seja utilizado de maneira mais funcional, e não tão corriqueira. O filme não abusa da fotografia escurecida de outros produtos do DC. A escala das cenas é grandiosa e os personagens secundários acrescentam a trama, sem precisar de um tempo demasiado para desenvolver origens ou ligações com a heroína.

É interessante também o fato de que o roteiro utilize amigos e parceiros de nacionalidades diferentes, e nos diálogos acabam surgindo referências sempre oportunas e críticas aos nativos (índios) americanos, o inglês bêbado e o árabe esperto, mas sofredor (não me lembro de ter visto isso antes em filmes do gênero).


Enfim, Gal arrasa. Detalhe: não houve a cena no final dos letreiros como estava se tornando costume e tradição. E um lado até filosófico chega a crescer durante o filme, mais ainda quando o vilão maior (não vou dizer quem) irá tomar um outro rumo. E também no abre e fecha do filme, quando Diana filosofa bastante sobre futuro, e a luta do bem com o mal.

Diversão garantida.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Conheça o novo console da Nintendo: Wii U

Conheça as diferentes versões que chegarão ao mercado e os diferenciais do novo console: TVii, a rede social Miiverse e o surpreendente Wii U Game Pad. A Nintendo inova mais uma vez e mostra porque é uma das empresas mais criativas (e queridas) do mercado!


Infográfico - Confira o novo Wii U

sábado, 12 de outubro de 2013

Beyond: Two Souls vale cada minuto

Esta semana o mundo viu o problemático lançamento do tão aguardado Beyond: Two Souls e como era de se esperar, a recepção foi bastante dividida. Finalizei o jogo hoje à tarde e para mim foi uma grata surpresa.
Talvez a minha paixão pelo cinema tenha colaborado para que gostasse tanto assim desse jogo. Beyond: Two Souls não deixa nada a desejar para seu irmão mais velho, Heavy Rain (ambos exclusivos para o PS3). Protagonizado por Ellen Page (que eu adoro) e Willem Dafoe (também) a trajetória de Jodie e sua entidade Aiden conectados desde o momento do nascimento envolve do começo ao fim.

A estória de Beyond: Two Souls nos é apresentada em recortes do que é a vida de Jodie Holmes, num passeio entre futuro e passado em que as peças do quebra cabeça são reveladas e você começa a entender o que realmente está acontecendo. O jogo permite quê o espectador/jogador interfira nos acontecimentos da trama possibilitando reviravoltas que podem ser diferentes cada vez que você jogue. Outra coisa legal desse tipo de jogo é que a estória que você influencia pode ser totalmente diferente da que seu amigo está jogando.

Beyond: Two Souls cria um elo afetivo que te faz não querer largar o controle até ver o desfecho da vida de Jodie e Aiden. Willem Defoe aqui é um cientista que consegue construir um aparelho que conecta o mundo dos mortos com o dos vivos, e Jodie desempenha um papel fundamental para que o experimento seja bem sucedido, ou não.

Com um final revelador, Beyond: Two Souls propõe uma emersão total ao seu público alvo, com gráficos de tirar o folego, trilha sonora arrasadora e personagens muito bem construídos, o jogo faz com que, mesmo o mais duro coração, bata um pouco mais forte de emoção.

domingo, 6 de outubro de 2013

O Filho do Brasil: gente como a gente.

Entreatos é um documentário que acompanhou os últimos dias de campanha do então candidato Luis Inácio Lula da Silva em sua primeira eleição. O ano era 2002 e o filme nos mostra um pequeno recorte de tempo que vai da última semana antes do primeiro turno até a primeira entrevista como Presidente da República.

Nos é revelado os bastidores da campanha e uma verdadeira aula prática de política. Estratégias são debatidas, papéis como o do marqueteiro Duda Mendonça e todo o staff são retratados com extrema importância, podemos ver a dimensão de uma campanha como foi a de Lula.

Conhecemos um presidente beberrão, que adora salgados e fica impaciente em um avião. Um presidente que acaba de conhecer um eleitor no aeroporto, que tinha perdido o voo e resolve convida-lo para um carona em seu próprio avião.

Só há um personagem: Lula. E não existe a intenção de contar sua história.  Não há comícios, não há debates.  Assim sendo, Lula mostra-se capaz de, unindo sua vontade, seu carisma e um pouco de esperteza, ser aquele que pode tentar mudar o País.


Agora, se conseguiu, é questão de opinião.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Chucky ainda é um "cara legal"

Confesso que estava esperando outra bomba quando ouvi falar dessa sequência. A princípio achei que se tratasse de um remake, pois já se falava disso há muito tempo na internet. Mas a coisa não era bem essa, já que o diretor Don Mancini (também criador do ícone que se transformou a personagem Chucky) não revelava muito sobre o enredo e nem muitos detalhes do que viria ser o novo filme do boneco mais amado do cinema.

A Maldição de Chucky, nome da 5ª sequência de Brinquedo Assassino, começa num casarão antigo, Sarah (Chantal Quesnelle) e sua filha paraplégica Nica (Fiona Dourif, filha do ator Brad Dourif, que dá voz ao Chucky e interpreta o próprio em carne e osso, Charles Lee Ray) moram sozinhas. Aqui fica claro que Sarah teve um passado meio sombrio, e Nica sente obrigação de cuidar da mãe, já que a irmã mais velha Barb (Danielle Bisutti) mora longe com o marido Ian (Brennan Elliott), com a filha Alice (Summer H. Howell) e a babá em tempo integral da garota, Jill (Maitland McConnell).

Nica recebe pelo correio um pacote, endereçado a sua mãe, mas sem remetente.  Até aí tudo bem. Mas é o conteúdo do pacote que faz com que a vida de Nica tenha uma grande reviravolta. Sarah estranha ao abrir a caixa e receber um boneco Good Guy, e dali ele vai direto para o lixo... elas só não sabiam que ele não ia ficar muito tempo por lá... afinal "Chucky is your friend TILL THE END"

Após a morte inexplicável de Sarah, Barb e família resolvem se mudar provisoriamente na casa em que Nica morava com a mãe para dar suporte a paraplégica, já que Barb a julga incapaz de morar sozinha e ajudar a enterrar a mãe.

É aí que tudo começa. As intenções da irmã não são bem essas e muito se descobre sobre essa família. Chucky se diverte muito antes de mostrar o real motivo de estar ali, de ter escolhido aquela gente. A cena do jantar é muito bem elaborada e deixa o espectador nos nervos.

A trilha sonora, composta pelo americano Joseph LoDuca, conhecido por compor trilhas para séries de tv famosas, traz toda a atmosfera do original de volta, da suspense as cenas mais tensas e faz com que tudo se encaixe.

Depois das bombas  A Noiva de Chucky e O Filho de Chucky, esse 6º filme acaba sendo um presente para os fãs, ainda mais pela cena pós créditos.  Outras caras conhecidas da franquia aparecem por aqui, mas não vou estragar a graça do filme. A Maldição de Chucky  mostra que o Good Guy não era tão bonzinho assim...
O filme chega ao mercado do home vídeo no Brasil em 07 de Novembro.


Preparem a pipoca e divirtam-se!

sábado, 21 de setembro de 2013

Lei da Simplificação e do Inimigo Único

Misericórdia!!!

É o que você deve estar exclamando nesse exato momento ao ler o título desse post, não é mesmo? Pois eu também pensei exatamente a mesma coisa quando meu professor de Marketing Político pediu para que elaborássemos um texto sobre esse tema. O que, afinal de contas, significa essa tal lei da simplificação e do inimigo único?

Certamente Darth Vader, Sauron O Senhor do Escuro, Hitler, Lord Voldemort, Fernando Collor, Osama bin Laden e muitos outros inimigos do cinema e da vida real seria o ideal para explicar como tudo funciona, mas... né?! Bem, de modo bem simples, vamos lá.

Tudo se resume em deixar as mensagens claras e fáceis de entender, nada de palavras difíceis e incompreensíveis, o povo não gosta de muito “nhem nhem nhem”. Focar as mensagens em apenas um inimigo ajuda a destacar quem é o mocinho e quem é o vilão. Uma boa propaganda política não tem o foco em mais de um objetivo por vez. A palavra de ordem tem conteúdo estratégico, resume o objetivo a ser atingido, enquanto o slogan apela diretamente as “políticas do coração”.

Um exemplo simples e que todos conhecem aconteceu em 2008, quando Barack Obama foi eleito como o primeiro presidente negro dos Estados Unidos. Após dois mandatos governados por George Bush, o país enfrentava a guerra do Afeganistão e do Iraque e o começo de uma tortuosa crise financeira. A mensagem era: “Yes, We Can”, em tradução livre “Sim, Nós Podemos”.

Sim, Nós Podemos!

O slogan era claro e simples, um negro representado pela minoria, era capaz de governar os Estados Unidos da América e que juntos, enfrentariam os problemas quais estavam passando.


Para finalizar, deixo um trecho retirado do livro “Alice Através do Espelho” de Lewis Carroll. Reflitam.

"Quando eu uso a palavra", disse Humpty Dumpty num tom desdenhoso, "ela significa exatamente o que eu  quero que signifique, nem mais nem menos". "A questão é", disse Alice, "se você pode fazer uma palavra significar tantas coisas diferentes". "A questão é", disse Humpty Dumpty, "saber quem manda. Isso é tudo".



segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Google Display: que tipo de bruxaria é essa?!

Marcelina adora pesquisar sobre comida na internet, sempre que não está comendo, está vasculhando a rede em busca de novas receitas, pratos exóticos e novidades culinárias. Tá certo que ela está imensa de gorda, mas isso não vem ao caso. Pois bem, a Marcelina está lá conferindo suas tão saborosas receitinhas na internet. Mas aí ela se cansa e a fome como de costume aparece, então pra se distrair e não se entupir de comida e ganhar mais alguns quilos na balança, Marcelina vai matar o tempo no Facebook para ver o que seus amigos andam comendo (já que fotografar a refeição hoje em dia é um hábito de inclusão na internet. Sabe aquele ditado que você é o que você come? Pois bem, Marcelina só fotografa lasanha, costelão com batatas e cenouras e jamais um ovo frito, pois quem em sã consciência quer ser um ovo frito na rede social?) e quando ela percebe um pequeno anúncio num canto qualquer da tela,  vê que na churrascaria pertinho de sua casa, está tendo uma promoção de costelão assado com batatas (e cenouras!)... Vejam só que COINCIDÊNCIA não é mesmo?

Quem nunca se viu pensando sobre como aquele anúncio, daquele produto, está exibido na sua tela sendo justamente algo de seu interesse? Gente, não é mágica, é tecnologia e isso se chama Rede de Display da Google.

Mas cara, como assim? Simples: eles (a Google) através de suas ferramentas (seus sites podemos assim definir), como o Google Plus, You Tube, e a própria rede de busca, relacionam os assuntos de que você mais pesquisa e tem interesse, e os transformam em anúncios pipocando pela tela nos momentos em que você tem mais interesse em adquiri-los. Claro que isso não é for free, os anunciantes pagam pelo serviço.

Vejam o caso da Marcelina como exemplo. Ela ama comer, disso a gente já sabe e a balança também, mas os tópicos de pesquisa frequentes de Marcelina no Google e em suas ferramentas são sempre comida (gente, até a Google já sabe da imensidão da Marcelina). Com essas informações que ela lança na rede, os anunciantes, através da Google, borrifam anúncios de produtos culinários e comidas na tela de Marcelina fazendo-a ficar ainda mais gorda. Sacaram? A questão aqui nem é o peso e nem a quantia de comida que Marcelina consome, mas sim como os anúncios de seu interesse aparecem na tela de seu computador como mágica.

Eu por exemplo adoro cinema e livros, com isso, a Google sabe que se, me mostrar aquele livrinho que eu já pesquisei algumas horas atrás entrar num anuncio no cantinho da minha tela, eu vou MORRER de vontade de compra-lo e aí já era meu amigo, é só esperar os correios baterem na porta e começar a leitura. E claro, aguardar a fatura do cartão.

Percebem o potencial do Google Display? Os anúncios podem ser de diversos formatos, como texto, vídeo, gráficos, pop up’s e fazem de tudo para chamar sua atenção.  Quando você opta por anunciar na Google Display, pode expandir seu alcance de marketing para públicos-alvo e clientes potenciais visitando seus sites diariamente. É a maior rede de publicidade contextual do mundo.

E você, o que já comprou hoje?

domingo, 8 de setembro de 2013

Minha Mãe é Uma Peça - O Filme: risada fácil e boa.

Existem vários motivos para assistir à Minha Mãe é Uma Peça - O Filme, adaptação homônima da montagem teatral, mas o mais forte deles atende pelo nome de Paulo Gustavo. O filme retrata as peripécias de uma mãe coruja que faz de tudo para que seus filhos cresçam e tornem-se adultos da melhor forma possível.  

Mais do que um humorista, Paulo Gustavo realiza um milagre ao evitar que a escandalosa, desagradável e constrangedora Dona Hermínia, personagem que interpreta nos palcos desde 2005, torne-se caricata, apesar do figurino, da peruca e da voz esganiçada.  Paulo mostra que conhece a personagem como seu próprio “eu”, e faz com que vejamos em sua Dona Hermínia, a nossa própria mãe.

Ingrid Guimarães faz uma ponta especial como Soraia, a esposa piriguete de seu ex-marido Carlos Alberto (interpretado por Herson Capri) e que não destoa muito além de outras personagens que ela já fez, mas que tira gargalhadas toda vez que aparece.

Dona Hermínia tem três filhos, um deles é casado e já saiu de casa, mas sempre recebe ligações da mãe. Os outros dois adolescentes, Marcelina (Mariana Xavier) e Juliano (Rodrigo Pandolfo), sofrem com as pressões da mãe. A garota é gorda e aguenta as tentativas da mãe de fazê-la emagrecer; o rapaz é gay, mas a mãe tenta fazer de conta que não é.

Um dia, através de um celular que ficou ligado, ela escuta as reclamações dos filhos, que afirmam que gostariam de morar com o pai e a madrasta. Dona Hermínia fica triste e resolve se esconder por uns tempos na casa de sua tia. A partir daí, é risada que não acaba mais e você termina o filme com gostinho de quero mais. 

Minha Mãe é Uma Peça 2 começa a ser gravado no primeiro semestre de 2014. 

Estoure a pipoca, chame sua mãe e seus irmãos e divirtam-se!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Kick-Ass 2 é bacaninha, e só.


Dave Lizewski ou melhor dizendo, Kick-Ass o chuta bundas (Aaron Taylor-Johnson) está afastado do mundo cansativo dos super-heróis. Mas, a vida de tédio que leva é tão chata que o faz questionar o seu retorno à vida dupla e perigosa. Vida esta que, inspirou muitos cidadãos comuns a criarem super-heróis e a lutarem nas ruas por um mundo mais pacífico e justo. Dave resolve então voltar a ativa. E ciente que as capacidades físicas de Mindy Macready, a Hit Girl (Chloë Grace Moretz) são superiores às suas, pede a ela para que o treine e que o ajude a tornar-se um herói mais competente. Dave anseia para encontrar um Robin para o seu Batman, por um parceiro para proteção e partilha. Mindy aceita ajuda-lo.




No final do filme anterior tínhamos visto a morte de Big Daddy, pai de Hit Girl, interpretado por Nicolas Cage e a morte do pai de Red Mist, interpretado por Christopher Mitnz-Plasse. É precisamente Mintz-Plasse que se torna o grande vilão de Kick-Ass 2, na pele de “The Motherfucker”, procurando reunir uma equipe de ex assassinos e presidiários para formar um grupo de  vilões e vingar a morte de seu pai acabando com Kick-Ass de uma vez por todas.

Kick-Ass faz o mesmo, mas juntando-se a uma equipe liderada pelo Coronel Estrelas (Jim Carrey) e juntos, tentam por um fim a criminalidade. Temos então um confronto de gangues, muito sangue jorrando e muitos diálogos de humor negro como no primeiro longa. É, no entanto um filme em que a ação talvez avance a passos de tartaruga, dando a entender que o retorno de Matthew Vaughn à direção poderia ser importante para que a trama realmente funcionasse.

O filme está abaixo do nível do primeiro. Desta vez a história não deslumbra, mas diverte pela boa trilha sonora, pelas imagens coloridas, diálogos afiados e Chloë Grace Moretz kicking asses.



Kick-Ass 2 estréia em terras tupiniquins dia 18 de outubro.

Coronel Estrelas e Kick-Ass

Hit Girl, Kick-Ass e The Motherfucker

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Novas tecnologias e a publicidade

Tecnologia digital, nosso novo mundo. Essa realidade muda totalmente como a sociedade comunica entre si. A informação é veiculada mais rápido, a qualquer distância, a qualquer momento, em todos os lugares simultaneamente.

Novas ferramentas para veicular campanhas, contratar parceiros, clientes, fornecedores, personalizar ações, são possibilidades que acrescentam valor, aguçam a criatividade.

A Internet permite criar um universo de opções de comunicação cada vez mais simples e lucrativa, mas que necessita de um bom conteúdo a cada momento e muita interatividade. As Redes Sociais como Twitter, YouTube, Facebook , Instagram, etc são hoje ferramentas indispensáveis na Publicidade. Através delas as marcas podem se aproximar mais rapidamente de seu tão querido publico alvo.

Enquanto a convergência serve para nos levar ao futuro, não podemos esquecer que, no mundo publicitário, o fator mais importante é e sempre será o público com quem se está falando. Mais do que sobreviver num mundo incontrolável e totalmente novo, o segredo do sucesso de uma marca está na utilização correta das novas tecnologias, que passam a ser literalmente, uma carta escondida na manga.

domingo, 25 de agosto de 2013

O Rei Leão resume toda a magia da Broadway

Adaptação da animação clássica da Disney, o musical O Rei Leão  (The Lion King) lidera a lista dos espetáculos mais procurados da atualidade. Tem o título de maior bilheteria da Broadway. A superprodução, que está há dezesseis anos em cartaz, multiplicou-se por quinze países, arrecadou 5 bilhões de dólares e foi aplaudida por mais de 66 milhões de pessoas. 

Agora, desembarcou pela primeira vez na América do Sul, em temporada que rola desde março e vai até dezembro, no Teatro Renault, na Bela Vista em São Paulo. É, sem dúvida, o maior e mais caro musical que já passou pelos palcos paulistanos, com investimento de 50 milhões de reais. A Família Addams custou , por exemplo, metade desse valor. 

A produtora Time for Fun (T4F), tem parceria com a Disney e inclui apresentações futuras de Mary Poppins (mini-infarto!!) e A Pequena Sereia para os anos de 2014 e 2015.

A jornada do leão Simba, que herda o reino do pai, Mufasa, mas foge ao achar que é culpado por sua morte, causa arrepios e faz todo mundo se emocionar. Há muito trabalho atrás das cortinas. A premiada montagem nova-iorquina é referência para as adaptações estrangeiras, por isso, uma equipe americana da Disney que hoje totaliza 35 integrantes veio ao Brasil em junho para acompanhar todas as etapas, das audições a estreia. São observados detalhes que vão da entonação da voz à posição do cenário e coreografias. 

Por ser uma megaprodução, O Rei Leão exigiu uma logística desafiadora: 35 toneladas de cenário e figurino chegaram à cidade em 22 contêineres. Foi necessário construir no Teatro Renault anexos para guardar o material mais dois camarotes laterais para acomodar os percussionistas. Para escrever as letras em português das melodias de Elton John, diferentes das já conhecidas no filme, foi convocado o cantor e compositor Gilberto Gil. A trilha é executada por uma orquestra de dez músicos. No quesito maquiagem e perucas, cinco profissionais treinados durante quatro meses ficam encarregados da tarefa. 

Para aqueles que não têm medo de sonhar com outra realidade, se entregar a um divertimento para esquecer, nem que por apenas duas horas e meia, os problemas (Hatuna Matata!), e consiga comprar uma entrada, vá sem medo. O Rei Leão, O Musical é excelente opção.

Interior do Teatro Renault  para O Rei Leão 


Josi Campos (Nala), Phindile Mkhize (Rafiki) e dançarinas leoas em cena

Tiago Barbosa (Simba)

Figurinos de Scar e Sarabi

Mascaras de Mufasa e Scar
Souvenirs que trouxe do espetáculo

Máscara de uma leoa na loja do espetáculo

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Marketing Político e Marketing eleitoral: como diferenciar?


Você deve de estar se perguntando... ué, mas existe diferença? E eu lhes respondo, mas é claro que sim! Afinal, onde começa um e termina o outro? Tá certo, parece complicado, mas vão ver que não é. Uma coisa óbvia é: uma eleição começa no exato momento do término da outra. Lógico que quem anda de ônibus levanta mais cedo da cama. 

O marketing político trabalha a criação e a gestão da imagem do candidato publicamente, esse processo é a linha tênue de como o povo vê esse candidato, afinal, qual deles gostaria de ouvir: “só está construindo aquela ponte ridícula porque é ano eleitoral”. Assim, tudo o que for feito no ano de eleição, ficará óbvio para o povo que o candidato não passa de um golpista.

Essa é a finalidade do marketing político, é uma forte ferramenta que não pode ser usada apenas no ano de eleição, a imagem do candidato e suas definições devem ser trabalhadas durante todo o tempo.

No marketing eleitoral a conversa é outra. O objetivo aqui é convencer, persuadir o eleitor a ganhar o seu voto. É aí que você vai utilizar da sua bela imagem construída com muito esforço todo esse tempo pelo marketing político, pedir votos ao candidato que já tenha uma boa impressão sobre você torna-se bem mais fácil, não é mesmo?

Agora fica fácil compreender que, o marketing político é toda a construção da imagem do candidato e suas definições do que pretende se for eleito, o partido que escolheu, etc. O marketing eleitoral utiliza dos artifícios do marketing político para persuadir o eleitor a votar em tal candidato.

Não se faz marketing eleitoral sem o marketing político.


Simples assim.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Conectando-se ao servidor...

Fala meu povo, tudo bem com vocês?! O texto de hoje tem como objetivo diferenciar Social Network de Social Media ou vice-versa. Muito se fala sobre o tema, mas a galera ainda se enrola pra diferenciar uma da outra ou pra que finalidade elas servem.  Como atividade da disciplina de Tecnologias em Comunicação, do curso de Publicidade e Propaganda que eu lindamente estou cursando, desenvolvi esse texto para esclarecer como separar a clara da gema. Leeeeeeet’s go!

Na social network ou rede social, o objetivo é aproximar pessoas, criar relacionamentos, compartilhar assuntos em comum, ideias e informações.  Uma social network não precisa de um dispositivo para existir, pois a praticamos no modo off-line também. Mas Rodrigo, como assim? Simples, você não sai com os amigos mais chegados, conversam sobre aquele filme da semana passada, paqueram e se relacionam? Então, essa é sua social network da vida real.

Participando de sites como Facebook, Google Plus, Orkut, Twitter , Instagram, Vine, Cinemagram, etc, você está montando sua social network virtual, encontrando e mantendo contato com pessoas que estão distantes fisicamente, mas também com amigos, familiares e desconhecidos próximos.

Mas então, como definimos a social network? É um lugar onde a pessoa se relaciona diretamente com uma ou mais pessoas, formando grupos de interesses pessoais ou não, que, juntos, formam a social network.
Ela, por sua vez, é uma ferramenta da social media ou mídia social, assim como a publicidade é uma ferramenta do marketing. Social media está relacionada ao compartilhamento de informações e conteúdos, é onde o indivíduo publica suas ideias, produz conteúdos, sem gerar relacionamento direto com nenhum outro ser específico. Temos como exemplo claro: este blog.


Portanto, social network é um meio que a sociedade pratica há muito tempo, como vimos, no real e agora no virtual. Social media é o meio em que esse conceito é concebido. 

domingo, 18 de agosto de 2013

A Família Addams - A comédia musical da Broadway

A estreia brasileira do musical "A Família Addams", que aconteceu em 01/03/12 no Teatro Abril (agora Teatro Renault), em São Paulo, é a primeira produção da peça fora dos EUA e por ser uma adaptação de um clássico dos quadrinhos de 1938, popularizado na TV e no cinema por décadas carrega uma grande responsabilidade. Quando "A Família Addams" estreou na Broadway, em abril de 2010, a crítica massacrou o espetáculo.

Nathan Lane, que fazia o papel de Gomez, saiu da peça, e os diretores, Phelim McDermott e Julian Crouch, trataram de contratar o consultor criativo Jerry Zaks - conhecido como Doutor Broadway, aquele sujeito acionado nas emergências para dar um jeito em iminentes desastres artísticos - que substituiu quatro músicas e reescreveu outras cinco (de um total de 15). Apesar das críticas ainda ruins, "A Família Addams" faturou US$ 85 milhões e ficou em cartaz na Broadway até dezembro de 2011, quando saiu em turnê pelos EUA. Jerry Zaks é o diretor geral do espetáculo brasileiro, e, apesar de todos os revezes nos EUA, o espetáculo fez uma trajetória de sucesso em São Paulo e Rio de Janeiro.

 - Costumamos dizer que um musical na Broadway não fica pronto, ele estreia - diz Zaks. Centenário de Charles Addams, os trunfos do diretor no Brasil são fortes. A adaptação foi encomendada por Claudio Botelho, experiente produtor, diretor e adaptador de musicais.
Foram feitas adaptações no vocabulário e nas músicas para aproximar o texto do público brasileiro, mantendo o humor negro e politicamente incorreto, que é o grande trunfo da peça.

Além disso, o elenco da montagem nacional - Marisa Orth no papel de Mortícia, Daniel Boaventura como Gomez e a espetacular Laura Lobo como Wandinha - é de experientes atores-cantores, já conhecidos tanto do público de musicais quanto dos telespectadores de TV. Parece que nasceram para essas personagens. Marisa e Daniel são tão bons quanto os outros grandes atores que já interpretaram estes papéis. Aplaudi de pé.

São Paulo se firmou como um dos grandes mercados mundiais para musicais e não precisa mais esperar anos para criar suas próprias versões de sucesso .

A estreia no Brasil coincidiu com as festas do centenário de nascimento do cartunista Charles Addams, criador dos sinistros e divertidos personagens.
A tarefa de surpreender coube aos libretistas Marshall Brickman e Rick Elice, que colocaram Wandinha, a filha mais velha do casal Addams, no centro da história. Apaixonada por um jovem "normal", a garota tenta convencer os pais a fingirem normalidade num jantar no qual ela e o namorado, Lucas (Beto Sargentelli), desejam anunciar seu noivado. Todos se identificam com essa luta pela aceitação. Voltamos aos desenhos originais e descobrimos uma família diferente, excêntrica e unida. Marisa Orth faz sua estreia no teatro musical tradicional. A atriz sempre cantou, como ex-vocalista das bandas Luni e Vexame, e protagonista dos shows "Romance vol. I" e "Romance vol. II". Marisa esteve na Broadway e assistiu à peça quando Brooke Shields fazia Mortícia.

- Percebi todas as mudanças. Nossa versão é muito melhor - diz Marisa. - Teria aceitado interpretar Mortícia mesmo que fosse para um ensaio fotográfico, um curta-metragem. Tem gente que sonha com a Julieta, eu sempre sonhei com a Mortícia.

O musical se despediu dos palcos em abril de 2013, deixando saudades.

Souvenirs que comprei na lojinha oficial do musical 

Teatro Renault em noite de espetáculo.
Eu e amigos.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Pé Na Cova

Fala meu povo! Tudo bem com vocês?
Bom, fiquei bastante tempo longe do blog por pura preguiça, mas, cá estou novamente. Vi,  li, ouvi tanta coisa legal nesse meio tempo que tem assunto pra caramba pra postar, só não sei com que frequência!
Hoje vou falar de um seriado nacional que to assistindo e curtindo muito, é o novo do Miguel Falabella, "Pé Na Cova". Ruço (nome verdadeiro Gedivan Pereira) é dono de uma funerária no bairro Irajá (RJ) e lá mora com sua família addams muito estranha. Odete Roitman, sua filha e sapatão , trabalha como stripper pela internet. Alessanderson, o filho mais novo, sonha em entrar para a política e sua mãe, Darlene (Marília Pêra engraçadíssima) é uma alcoólatra, trabalha mora na funerária F.U.I (Funerária Unidos do Irajá) a beira da falência como maquiadora profissional com diproma de defunto. A sitcom tem outras personagens muito bem elaboradas e trabalhadas. A plot gira em torno dessa família que faz de tudo por um defunto, com diálogos afinados e citações cômicas de humor negro.
Vale a espiada, as quintas-feiras, depois do BBB na Rede Globo.




















Miguel FalabellaGedivan Pereira (Ruço)
Marília PêraDarlene
Lorena ComparatoBibi (Abigail)
Luma CostaOdete Roitman
Daniel TorresAlessanderson
Mart'náliaTamanco
Sabrina KorgutAdenóide
Alexandre ZacchiaJuscelino
Maurício XavierMarcão/Markassa
Karin HilsSoninja
Karina MarthinGiussandra
Eliana RochaLuz Dívina
Niana Machado
Rubens de AraújoFloriano

sábado, 17 de março de 2012

Priscilla chega ao Brasil com muito glamour


Estreou hoje em São Paulo o musical Priscilla A Rainha do Deserto, adaptação para os palcos do filme australiano que em 1994 foi sucesso absoluto. Ganhador do Oscar de melhor figurino em 1995 e indicado a vários prêmios importantes do cinema como Bafta e Globo de Ouro, Priscilla conta a história de duas drag queens, Anthony/Mitzi e Adam/Felicia, e uma transsexual, Bernadette/Ralph, são contratados para fazer um show travesti em um resort em Alice Springs, uma cidade turística no remoto deserto australiano. Eles viajam a bordo de seu ônibus, Priscilla. No caminho, descobrem que a mulher que os contratou é a esposa de Anthony. O ônibus quebra, e é consertado por Bob, que passa a viajar com eles. Os atores que deram vida aos personagens do filme foram interpretados magistralmente por Terence Stamp (Bernadette), Hugo Weaving (Mitzi) e Guy Pearce (Felicia).


Agora é a nossa vez de poder prestigiar esse espetáculo que vem diretamente de Londres, com figurino original e todos os acessórios e cenários que vimos por lá.  Para importar toda a produção, foram gastos entre R$ 6 e R$ 7 milhões. As músicas também são todas originais, sem tradução, como "I Will Survive". Apesar de toda a produção ser importada, o elenco é composto apenas de brasileiros, 27 ao todo. A tríade de atores Luciano Andrey (Mitzi), Ruben Gabira (Bernadete) e Adam (André Torquato) interpretam as personagens de forma natural, mas em algumas cenas com necessidade vocal maior, deixam a desejar. Para apresentar hits como "Go West", do Village People e "I Say A Little Prayer For You", de Dionne Warwick, os atores dublam músicas cantadas por profissionais -- as chamadas "Divas", que dividem o palco durante as canções.
De acordo com o autor, o roteiro foi pouco adaptado, sem alterações exageradas e usando poucas gírias brasileiras, o que deixa o universo vivido no deserto da Austrália mais real. Os figurinos - cerca de 500 peças - e todo o cenário salta aos olhos com muita cor e glitter.



Entrevista do Papel Pop com os três atores principais da peça:


O autor Stephan Elliot, criador da clássica história "Priscilla, Rainha do Deserto", contou que o enredo que originou o filme e o musical, foi inspirado em uma drag queen brasileira durante evento para a imprensa que aconteceu na quarta passada.

Bem humorado, Stephen contou que teve a ideia de escrever a história em 1989, quando estava no Brasil para ver o Carnaval do Rio de Janeiro. No meio da multidão, ele viu uma drag e pensou: "Tenho que levar uma drag para o deserto da Austrália". Ele também disse que as "pessoas pensam que 'Priscilla' é sobre a cor, o figurino e a música, mas na verdade é uma história sobre amor e tolerância", afirmou. Atualmente, o autor é recém-casado com um brasileiro, que conheceu nessa visita ao país.

O musical está em exibição no Teatro Bradesco, fica no Bourbon Shopping aqui em São Paulo. Compre os ingressos pelo site oficial:  http://musicalpriscilla.com.br/  


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Estamos em Xanadu

Quando pergundo, você já assistiu Xanadu? Geralmente 99% das pessoas dizem: Xana o que? É, quase ninguém que eu pergunte conhece ou se lembra do sublime flop disco roller feito em 1980 com Olivia Newton John, logo após seu sucesso em Grease. Aí eu falo, é com a Olivia Newton John, não se lembra? E provavelmente ela responderá: nunca ouvi nada dessa Olivia Neutron Bomb! Seria difícil afirmar que o filme resiste ao teste do tempo. A música "I'm Alive" (da banda ELO) pode estar tocando com alegria, mas o "grand finale" da fantasia ainda parece que foi filmado em um ginásio com cenário de papelão e, francamente, ninguém, nem mesmo Olivia, é muito hábil em seus patins . A presença de uma lenda como Gene Kelly é apenas embaraçosa para todos. Mas ainda assim, apesar das falhas inumeráveis, há algo realmente especial sobre este filme bobo. Parte dela, é claro, é a combinação de beleza dos olhos azuis e arregalados e dos cabelos loiros de Olivia Newton John com sua voz angelical, que desafia qualquer atuação cretina ou diálogos ordinários, e claro, a locação utilizada para o filme, o The Pan Pacific Auditorium, em Los Angeles, sendo a cereja do bolo. Essa obra-prima do streamline moderno, abriu suas portas em 1935, mas foi abandonado e "destruído" na década de 80, quando foi imortalizado no filme, transformado em "Xanadu" do título com um pouco de ingenuidade, e dinheiro do personagem de Gene Kelly. A foto aqui é a "capa do álbum" na qual Kira, uma musa e filha de Zeus, desce do Monte Olímpo de patins  (daí o "Nove Irmãs" do título, pois as filhas de Zeus são 9) e aparece para Sonny Malone (Michael Beck), para enfeitiçá-lo com um beijo. Ao ouvir esse detalhe da trama, as pessoas provavelmnente acham a plot mais imbecil que se possa imaginar para um filme. E no fundo acho que elas tem razão. Mas esqueça tudo isso por um minuto, olhe para os pináculos que fazem a deco dos anos 80 tão fantástica, olhe a coloração do por do sol ao fundo, as botas brancas e largas de Olivia e a aura opaca de neon em volta dela. Quando vejo tudo isso ainda sinto aquela emoção de reviver os anos 80 com esses filmes. Vocês podem chamar de nostalgia, mas eu chamo de mágica.

Até o próximo post!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Aventurei-me com Tintin, e que aventura!


Só ontem pude embarcar numa das aventuras mais emocionantes que vivi nesse começo de ano. Depois da resolução do mistério alienígena que acompanhei em Super 8 e da revelação do mais novo serial killer de Woodsboro em Pânico 4, As Aventuras de Tintin fez com que eu entrasse no mundo do cinema em 2012 com o pé direito. Tintin nos é apresentado na tela numa singela homenagem de Spielberg ao desenho de Hergé, o personagem entra na trama de O Segredo do Licorne (quando eu via o desenho esse episódio tinha o nome de O Segredo do Unicórnio) por causa de uma miniatura de um Navio (que dá nome a aventura), todo cercado de muitos mistérios. Tudo está muito bem produzido, não só o roteiro fabuloso fielmente reproduzido, como os personagens humanóides caricatos. É possível visualizar os pelos dos braços do Tintin contra a luz do sol, os movimentos dos fios de cabelos ao vento, a iluminação do filme é esplendorosa, como tudo no longa. Nos vemos envolvidos no tal segredo do título, Milu descobre um mapa escondido dentro do mastro da miniatura do Licorne, depois de um acidente inesperado. Tintin é perseguidos por pessoas estranhas enquanto tenta solucionar, junto com o capitão Haddock, o segredo do Licorne, e nos leva de carona nessa fantástica aventura com gosto de nostalgia. Tintin não poderia ter ganho vida nas mãos de outro diretor sem ser Spielberg, tudo no longa é feito com muitos detalhes, é um road movie sem igual. Já conto os dias para comprar o Blu-ray! Que venha a próxima aventura.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

As Esganadas

Recentemente me vi submerso no estranho caso das esganadas. Jô Soares nos transporta para uma Rio de Janeiro de 1930, onde um serial killer tem um desejo insano: matar gordas! Os assassinatos em série são a especialidade do Jô. O interessante é que, se na maioria das obras do tipo, o assassino só seria conhecido nos capítulos finais do livro, em As Esganadas somos apresentados a Caronte (o assassino) logo no início da trama. Mais do que isso, conhecemos seus motivos e acompanhamos, divertidos, sua saga em busca de mulheres gordas e gulosas que lembrem sua mãe, a quem precisa castigar e assassinar diversas vezes através de suas vítimas. Uma das graças do livro é a utilização de personagens, fatos e curiosidades da época. A começar pelo clima político do Estado Novo, com a sombra de Filinto Müller a cobrar resultado da investigação (muitas gordas esganadas são de famílias importantes), enquanto a inclinação nazista vai se desenhando na ditadura Vargas. Além disso, o relato é pontuado por noticiários de rádio com seus reclames; por eventos esportivos, da Copa do Mundo de 38 na França a corridas de carro no Circuito Gávea, com participação de Chico Landi e do cineasta português Manoel de Oliveira; e pela geografia das ruas do Rio de Janeiro, com destaque para as confeitarias. Jô, escritor, acaba sendo muito mais engraçado e simpático que o entrevistador das madrugadas, que virou um personagem de si mesmo, muito ciente de sua imagem. Como diria Fernando Pessoa, personagem do livro: o bom poeta precisa ser um fingidor. Fica a dica: As Esganadas, Jô Soares, editora Companhia das Letras. Preço sugerido R$ 36,00.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A nova cara da literatura norte-americana: Jonathan Safran Foer

Recentemente descobri um autor chamado Jonathan Safran Foer. Digo recentemente por ser uma pena, pois gostaria de te-lo descoberto anos antes. Jonathan nasceu em Washington DC em 21 de fevereiro de 1977, nos Estados Unidos. É conhecido mundialmente pelos seus romances: Tudo Se Ilumina (Everything is Illuminated, 2002), Extremamente Alto e Incrivelmente Perto (Extremily Loud & Incredibly Close, 2005) e Comer Animais (Eating Animals, 2009). Foer graduou-se em Princeton, em 1999, com uma licenciatura em Filosofia e viajou para a Ucrânia para expandir sua tese. Em 2001, editou a antologia A Convergence of Birds: Original Fiction and Poetry Inspired by the Work of Joseph Cornell, para a qual contribuiu com o conto "If the Aging Magician Should Begin to Believe." Sua tese de Princeton tornou-se o livro Everything Is Illuminated, que foi publicado pela Houghton Mifflin em 2002 . O livro valeu-lhe um National Jewish Book Award e um Guardian First Book Award . Em 2005, Liev Schreiber escreveu e dirigiu uma adaptação cinematográfica do romance, estrelado por Elijah Wood. No Brasil, seus títulos são publicados pela Editora Rocco, atualmente, apenas dois deles ainda estão sendo comercializados, Tudo Se Ilumina (Everything is Illuminated) e Comer Animais (Eating Animals). Extremamente Alto & Incrivelmente Perto está fora de catálogo, ou seja, a edição brasileira é considerada rara. Esse ganhou uma adaptação cinematográfica dirigida por Stephen Daldry, o cara que fez O Leitor, As Horas e Billy Elliot, meu preferido. O elenco tem Tom Hanks e Sandra Bullock (que eu amo a long time ago) interpretando o pai e mãe do protagonista, Oskar Schell, que ganha vida na pele do estreante ator mirim  Thomas Horn. O longa tem previsão de estrear em 2012. Jonathan Safran Foer é um dos maiores nomes da nova literatura norte-americana, é casado com Nicole Krauss, autora de outros best-sellers: Man Walks Into a Room e A Hisória do Amor (lançado no Brasil pela Companhia das Letras). A dica do post de hoje são os livros desse escritor:

O jovem escritor deste romance é judeu e sempre quis saber detalhes da história de seu avô, um ucraniano que teve toda a sua família assassinada pelos nazistas e só escapou da morte graças à ajuda de uma certa Augustine, que o teria escondido dos alemães. Obcecado pela origem de sua família, o rapaz foi à Ucrânia tentar descobrir o paradeiro daquela mulher. Ele não tinha informação alguma para lhe servir de guia, sabia apenas que seu avô era de Trachimbrod, uma pequena aldeia judaica. Fora isso, ele contava com uma fotografia antiga que supostamente mostrava Augustine e seus parentes. 'Tudo se Ilumina' é construído sobre três narrativas completamente diferentes, que seguem paralelas e entremeadas. Alguns capítulos mostram Jonathan Safran Foer, personagem fictício homônimo do autor, em sua viagem à Ucrânia em busca de Augustine. Outros capítulos são páginas do livro de não-ficção escrito pelo personagem, contando a história de sua família desde o nascimento da aldeia Trachimbrod, no século XVII, até sua viagem de pesquisa ao local. A terceira narrativa é composta por cartas de Alexander Perchov, em que ele comenta o que já leu do tal livro, dá dicas ao autor e relembra os momentos que passaram juntos.






Nunca é possível reconhecer o último momento de felicidade que antecede uma tragédia. Seja ela o ataque às torres do World Trade Center, seja o cruel bombardeio aliado sobre Dresden, que arrasou a cidade e a população civil da histórica cidade alemã na Segunda Guerra Mundial. Portanto, dificilmente há tempo de verbalizar o amor que se sente pelas pessoas próximas que, por um golpe do destino, tornam-se distantes. Esta constatação e os dois acontecimentos históricos guiam 'Extremamente alto & incrivelmente perto'. O principal narrador do livro, Oskar, é um menino extremamente inteligente de 9 anos de idade, sofre com a morte do pai, uma das vítimas do ataque ao World Trade Center, que estava no local da tragédia por um mero acaso - uma reunião no Windows of the World, o restaurante no último andar de uma das torres. A dor de Oskar não vem só da perda, mas do fato de julgar ser o único a ouvir as últimas palavras emitidas pelo pai, deixadas numa secretária eletrônica.



No Brasil, a tradução do título ficou "Tão Alto Tão Perto"




Em seu primeiro livro de não ficção, Comer animais, Jonathan Safran Foer, autor do premiado Tudo se ilumina, publicado pela Rocco, mergulha no mundo da chamada agricultura industrial nos Estados Unidos – a criação intensiva de aves, porcos e bois –, assim como na pesca em larga escala e suas implicações para o meio ambiente. Após três anos de pesquisas, o resultado é um panorama assustador. Para que, levando em conta a inflação, a proteína animal custe hoje mais barato do que em qualquer outro momento da história americana, animais são submetidos a maus- tratos e abatidos para o consumo deformados e doentes; há pouco ou nenhum escrutínio público e supervisão eficiente por parte das autoridades sanitárias; rios e cursos d’água subterrâneos são poluídos por excrementos e dejetos da produção, com os custos, no sentido mais amplo da palavra, repassados à sociedade; e os ecossistemas do planeta correm risco de colapso em um futuro não tão distante.

Vegetariano esporádico, Safran Foer começou a pensar mais seriamente em suas opções alimentares quando seu filho mais velho nasceu. A preocupação com a origem da carne e a forma como é processada o levou a investigar a indústria alimentícia e, apoiado em estatísticas do governo americano e em fontes acadêmicas e industriais, ele teve a oportunidade de ouvir insiders do negócio, cientistas, membros de entidades defensoras dos direitos dos animais, chegando até mesmo a invadir uma granja e a testemunhar as terríveis condições do local. Esse apanhado de dados é de arrepiar o mais devoto carnívoro: a indústria de carne ocupa cerca de 1/3 das terras do planeta; o setor pecuarista é responsável, globalmente, por 18% das emissões de gás estufa; e um só método de pesca, o feito com espinhéis, mata 4,5 milhões de animais anualmente, incluindo 3,3 milhões de tubarões, 60 mil tartarugas marinhas e 20 mil golfinhos e baleias. Além disso, a agricultura animal usa, a cada ano, 756 milhões de toneladas de grãos e cereais para alimentar aves, porcos e gado bovino, bem mais do que o necessário para alimentar o 1,4 bilhão de seres humanos que vivem em extrema pobreza, cenário que tende a se agravar com o avanço do consumo dos variados tipos de carne em países emergentes como a China e a Índia.

Sem esquecer a importância que o ato de comer representa nas mais diversas culturas, pois é à mesa, com suas memórias e histórias, que, desde sempre, se forja a fraternidade, Safran Foer propõe um debate ético sobre o consumo alimentar dos animais. Ele defende o vegetarianismo como uma opção mais sensata de agricultura animal e um onivorismo mais honrado, que traga benefícios para o meio ambiente. O escritor também advoga um retorno ao antigos métodos de criação, menos traumatizantes para os bichos e para os ecossistemas, a imagem da fazenda bucólica tão associada aos valores americanos e que, hoje, representa apenas 1% de toda a produção nos Estados Unidos. Em última análise, Safran Foer pede aos leitores que ponderem sobre a decisão moral de comer outro ser vivo e que, se necessário fazê-lo, lutem por mudanças que permitam aos animais serem tratados com compaixão e dignidade, de forma que mesmo o abate seja feito de maneira que provoque o mínimo de sofrimento possível a aves, porcos e bois.

Recomendo, sem dúvidas!