O filme começa com uma bela introdução da parte mitológica
de origem de Diane Prince, com uma Gal Gadot que aparece somente com algum
tempo de tela, e cada vez mais à vontade em seu papel. Themyscira é mostrada
como um paraíso, repleto de belas paisagens e governado por mulheres, em
especial pela Rainha Hipólita (Connie Nielsen) e sua irmã Antíope (Robin
Wright). A primeira, governa a política da ilha, enquanto a outra serve de
guarda e prepara a defesa do local. Entre ambas há a preocupação com o futuro
de Diana, que tem sobre si uma promessa, de ser ela a chave para acabar com os
resquícios do deus da Guerra, Ares.
O chamado à aventura ocorre quando Steve Trevor (Chris Pine)
cai acidentalmente através do disfarce geral do arquipélago, causando na
herdeira do trono uma curiosidade atroz pelo mundo externo, lançando-se assim
ao mundo dos homens, apesar das reprimendas de seus parentes, e a partir daí
começa uma jornada com um humor afiado, ao estilo dos melhores filmes da Marvel
Studios.
Nota-se um uso grande do artifício do slow motion (que eu particularmente gosto muito),
semelhante aos filmes dirigidos por Snyder, ainda que aqui seja utilizado de
maneira mais funcional, e não tão corriqueira. O filme não abusa da fotografia escurecida de outros produtos do DC. A escala das cenas
é grandiosa e os personagens secundários acrescentam a trama, sem precisar de
um tempo demasiado para desenvolver origens ou ligações com a heroína.
É interessante também o fato de que o roteiro utilize amigos
e parceiros de nacionalidades diferentes, e nos diálogos acabam surgindo
referências sempre oportunas e críticas aos nativos (índios) americanos, o
inglês bêbado e o árabe esperto, mas sofredor (não me lembro de ter visto isso
antes em filmes do gênero).
Enfim, Gal arrasa. Detalhe: não houve a cena no final dos
letreiros como estava se tornando costume e tradição. E um lado até filosófico chega
a crescer durante o filme, mais ainda quando o vilão maior (não vou dizer quem)
irá tomar um outro rumo. E também no abre e fecha do filme, quando Diana
filosofa bastante sobre futuro, e a luta do bem com o mal.
Entreatos é um documentário que acompanhou os últimos dias
de campanha do então candidato Luis Inácio Lula da Silva em sua primeira
eleição. O ano era 2002 e o filme nos mostra um pequeno recorte de tempo que
vai da última semana antes do primeiro turno até a primeira entrevista como
Presidente da República.
Nos é revelado os bastidores da campanha e uma verdadeira
aula prática de política. Estratégias são debatidas, papéis como o do marqueteiro Duda
Mendonça e todo o staff são retratados com extrema importância, podemos ver a
dimensão de uma campanha como foi a de Lula.
Conhecemos um presidente beberrão, que adora salgados e fica
impaciente em um avião. Um presidente que acaba de conhecer um eleitor no
aeroporto, que tinha perdido o voo e resolve convida-lo para um carona em seu próprio
avião.
Só há um personagem: Lula. E não existe a intenção de contar
sua história. Não há comícios, não há
debates. Assim sendo, Lula mostra-se
capaz de, unindo sua vontade, seu carisma e um pouco de esperteza, ser aquele
que pode tentar mudar o País.
Confesso que estava esperando outra bomba quando ouvi
falar dessa sequência. A princípio achei que se tratasse de um remake, pois já
se falava disso há muito tempo na internet. Mas a coisa não era bem essa, já que o diretor Don Mancini
(também criador do ícone que se transformou a personagem Chucky) não revelava
muito sobre o enredo e nem muitos detalhes do que viria ser o novo filme do
boneco mais amado do cinema.
A Maldição de Chucky, nome da 5ª sequência de Brinquedo
Assassino, começa num casarão antigo, Sarah (Chantal Quesnelle) e sua filha
paraplégica Nica (Fiona Dourif, filha do ator Brad Dourif, que dá voz ao Chucky
e interpreta o próprio em carne e osso, Charles Lee Ray) moram sozinhas. Aqui
fica claro que Sarah teve um passado meio sombrio, e Nica sente obrigação de
cuidar da mãe, já que a irmã mais velha Barb (Danielle Bisutti) mora longe com
o marido Ian (Brennan Elliott), com a filha Alice (Summer H. Howell) e a babá em
tempo integral da garota, Jill (Maitland McConnell).
Nica recebe pelo correio um pacote, endereçado a sua mãe,
mas sem remetente. Até aí tudo bem. Mas
é o conteúdo do pacote que faz com que a vida de Nica tenha uma grande
reviravolta. Sarah estranha ao abrir a caixa e receber um boneco Good Guy, e
dali ele vai direto para o lixo... elas só não sabiam que ele não ia ficar muito tempo por lá... afinal "Chucky is your friend TILL THE END"
Após a morte inexplicável de Sarah, Barb e família resolvem
se mudar provisoriamente na casa em que Nica morava com a mãe para dar suporte
a paraplégica, já que Barb a julga incapaz de morar sozinha e ajudar a enterrar a mãe.
É aí que tudo começa. As intenções da irmã não são bem essas
e muito se descobre sobre essa família. Chucky se diverte muito antes de
mostrar o real motivo de estar ali, de ter escolhido aquela gente. A cena do
jantar é muito bem elaborada e deixa o espectador nos nervos.
A trilha sonora, composta pelo americano Joseph LoDuca, conhecido
por compor trilhas para séries de tv famosas, traz toda a atmosfera do
original de volta, da suspense as cenas mais tensas e faz com que tudo se
encaixe.
Depois das bombas A
Noiva de Chucky e O Filho de Chucky, esse 6º filme acaba sendo um presente para
os fãs, ainda mais pela cena pós créditos. Outras caras conhecidas da franquia aparecem
por aqui, mas não vou estragar a graça do filme. A Maldição de Chucky mostra que o Good Guy não era tão bonzinho
assim...
O filme chega ao mercado do home vídeo no Brasil em 07 de
Novembro.
Existem vários motivos para assistir à Minha Mãe é Uma
Peça - O Filme, adaptação homônima da
montagem teatral, mas o mais forte deles atende pelo nome de Paulo Gustavo. O
filme retrata as peripécias de uma mãe coruja que faz de tudo para que seus
filhos cresçam e tornem-se adultos da melhor forma possível.
Mais do que um humorista, Paulo Gustavo realiza um milagre
ao evitar que a escandalosa, desagradável e constrangedora Dona Hermínia,
personagem que interpreta nos palcos desde 2005, torne-se caricata, apesar do
figurino, da peruca e da voz esganiçada. Paulo mostra que conhece a personagem como seu
próprio “eu”, e faz com que vejamos em sua Dona Hermínia, a nossa própria mãe.
Ingrid Guimarães faz uma ponta especial como Soraia, a
esposa piriguete de seu ex-marido Carlos Alberto (interpretado por Herson
Capri) e que não destoa muito além de outras personagens que ela já fez, mas
que tira gargalhadas toda vez que aparece.
Dona Hermínia tem três filhos, um deles é casado e já saiu
de casa, mas sempre recebe ligações da mãe. Os outros dois adolescentes,
Marcelina (Mariana Xavier) e Juliano (Rodrigo Pandolfo), sofrem com as pressões
da mãe. A garota é gorda e aguenta as tentativas da mãe de fazê-la emagrecer; o
rapaz é gay, mas a mãe tenta fazer de conta que não é.
Um dia, através de um celular que ficou ligado, ela escuta
as reclamações dos filhos, que afirmam que gostariam de morar com o pai e a
madrasta. Dona Hermínia fica triste e resolve se esconder por uns tempos na
casa de sua tia. A partir daí, é risada que não acaba mais e você termina o
filme com gostinho de quero mais.
Minha Mãe é Uma Peça 2 começa a ser gravado
no primeiro semestre de 2014.
Estoure a pipoca, chame sua mãe e seus irmãos e divirtam-se!
Dave Lizewski ou melhor dizendo, Kick-Ass o chuta bundas
(Aaron Taylor-Johnson) está afastado do mundo cansativo dos super-heróis. Mas,
a vida de tédio que leva é tão chata que o faz questionar o seu retorno
à vida dupla e perigosa. Vida esta que, inspirou muitos cidadãos comuns a
criarem super-heróis e a lutarem nas ruas por um mundo mais pacífico e justo.
Dave resolve então voltar a ativa. E ciente que as capacidades físicas de
Mindy Macready, a Hit Girl (Chloë Grace Moretz) são superiores às suas, pede a
ela para que o treine e que o ajude a tornar-se um herói mais competente. Dave
anseia para encontrar um Robin para o seu Batman, por um parceiro para proteção
e partilha. Mindy aceita ajuda-lo.
No final do filme anterior tínhamos visto a morte de Big
Daddy, pai de Hit Girl, interpretado por Nicolas Cage e a morte do pai de Red
Mist, interpretado por Christopher Mitnz-Plasse. É precisamente Mintz-Plasse
que se torna o grande vilão de Kick-Ass 2, na pele de “The Motherfucker”,
procurando reunir uma equipe de ex assassinos e presidiários para formar um
grupo de vilões e vingar a morte de seu pai acabando com Kick-Ass de uma vez por todas.
Kick-Ass faz o mesmo,
mas juntando-se a uma equipe liderada pelo Coronel Estrelas (Jim Carrey) e
juntos, tentam por um fim a criminalidade. Temos então um confronto de gangues, muito sangue jorrando
e muitos diálogos de humor negro como no primeiro longa. É, no entanto um filme
em que a ação talvez avance a passos de tartaruga, dando a entender que o
retorno de Matthew Vaughn à direção poderia ser importante para que a trama
realmente funcionasse.
O filme está abaixo do nível do primeiro. Desta vez a história não
deslumbra, mas diverte pela boa trilha sonora, pelas imagens coloridas, diálogos
afiados e Chloë Grace Moretz kicking asses.
Kick-Ass 2 estréia em terras tupiniquins dia 18 de outubro.
Quando pergundo, você já assistiu Xanadu? Geralmente 99% das pessoas dizem: Xana o que? É, quase ninguém que eu pergunte conhece ou se lembra do sublime flop disco roller feito em 1980 com Olivia Newton John, logo após seu sucesso em Grease. Aí eu falo, é com a Olivia Newton John, não se lembra? E provavelmente ela responderá: nunca ouvi nada dessa Olivia Neutron Bomb! Seria difícil afirmar que o filme resiste ao teste do tempo. A música "I'm Alive" (da banda ELO) pode estar tocando com alegria, mas o "grand finale" da fantasia ainda parece que foi filmado em um ginásio com cenário de papelão e, francamente, ninguém, nem mesmo Olivia, é muito hábil em seus patins . A presença de uma lenda como Gene Kelly é apenas embaraçosa para todos. Mas ainda assim, apesar das falhas inumeráveis, há algo realmente especial sobre este filme bobo. Parte dela, é claro, é a combinação de beleza dos olhos azuis e arregalados e dos cabelos loiros de Olivia Newton John com sua voz angelical, que desafia qualquer atuação cretina ou diálogos ordinários, e claro, a locação utilizada para o filme, o The Pan Pacific Auditorium, em Los Angeles, sendo a cereja do bolo. Essa obra-prima do streamline moderno, abriu suas portas em 1935, mas foi abandonado e "destruído" na década de 80, quando foi imortalizado no filme, transformado em "Xanadu" do título com um pouco de ingenuidade, e dinheiro do personagem de Gene Kelly. A foto aqui é a "capa do álbum" na qual Kira, uma musa e filha de Zeus, desce do Monte Olímpo de patins (daí o "Nove Irmãs" do título, pois as filhas de Zeus são 9) e aparece para Sonny Malone (Michael Beck), para enfeitiçá-lo com um beijo. Ao ouvir esse detalhe da trama, as pessoas provavelmnente acham a plot mais imbecil que se possa imaginar para um filme. E no fundo acho que elas tem razão. Mas esqueça tudo isso por um minuto, olhe para os pináculos que fazem a deco dos anos 80 tão fantástica, olhe a coloração do por do sol ao fundo, as botas brancas e largas de Olivia e a aura opaca de neon em volta dela. Quando vejo tudo isso ainda sinto aquela emoção de reviver os anos 80 com esses filmes. Vocês podem chamar de nostalgia, mas eu chamo de mágica.
Só ontem pude embarcar numa das aventuras mais emocionantes que vivi nesse começo de ano. Depois da resolução do mistério alienígena que acompanhei em Super 8 e da revelação do mais novo serial killer de Woodsboro em Pânico 4, As Aventuras de Tintin fez com que eu entrasse no mundo do cinema em 2012 com o pé direito. Tintin nos é apresentado na tela numa singela homenagem de Spielberg ao desenho de Hergé, o personagem entra na trama de O Segredo do Licorne (quando eu via o desenho esse episódio tinha o nome de O Segredo do Unicórnio) por causa de uma miniatura de um Navio (que dá nome a aventura), todo cercado de muitos mistérios. Tudo está muito bem produzido, não só o roteiro fabuloso fielmente reproduzido, como os personagens humanóides caricatos. É possível visualizar os pelos dos braços do Tintin contra a luz do sol, os movimentos dos fios de cabelos ao vento, a iluminação do filme é esplendorosa, como tudo no longa. Nos vemos envolvidos no tal segredo do título, Milu descobre um mapa escondido dentro do mastro da miniatura do Licorne, depois de um acidente inesperado. Tintin é perseguidos por pessoas estranhas enquanto tenta solucionar, junto com o capitão Haddock, o segredo do Licorne, e nos leva de carona nessa fantástica aventura com gosto de nostalgia. Tintin não poderia ter ganho vida nas mãos de outro diretor sem ser Spielberg, tudo no longa é feito com muitos detalhes, é um road movie sem igual. Já conto os dias para comprar o Blu-ray! Que venha a próxima aventura.
Fui pego totalmente de surpresa ao assistir Super 8, dirigido e escrito por J.J. Abrams e produzido por Steven Spielberg. A trama se passa no verão de 1979, numa cidade industrial em Ohio, Estados Unidos, e envolve um grupo de amigos que estão gravando um filme para um concurso em uma câmera Super 8. Numa noite, em que estão gravando uma cena na estação de trem local, registram as imagens de um grave acidente de trem. Após o acontecimento, objetos, animais e pessoas começam a desaparecer, e o exército tenta encobrir o ocorrido.
A princípio, os amigos combinam em não revelar a ninguém que estavam no local do acidente, já que estavam ali escondido dos pais, mas quando eles vêem o caos que se instalou na cidadezinha após o acidente, não conseguem mais evitar e partem numa perigosa missão, descobrir o que está acontecendo em relação ao sumiço das coisas.
Super 8 despertou em mim durante sua exibição de quase 2 horas de duração sentimentos que há muito havia esquecido, sentimentos de doces lembranças da infância, foi como se voltasse aos meus 8 anos de idade, foi como ver Os Goonies, Conta Comigo e E.T. O Extraterrestre pela primeira vez. Além do mistério acerca da trama, os personagens de Super 8 possuem uma carga emocional muito forte, como a perda de um ente querido, o pai bebum e o melhor amigo apaixonado pela garota que você ama. J.J. escreveu um filme sobre verdadeira amizade, sobre companheirismo, coragem e decisões que devemos tomar em nossas vidas de crianças como se fossemos adultos. Claro, tudo isso em meio a muita correria, efeitos digitais e excelente trilha sonora. Momento nostálgico imperdível: quando um rapaz num posto de gasolina ouve "Heart Of Glass" da Blondie no Walkman.
Ao encerramento do longa, podemos acompanhar a versão final do filme produzido pelos amigos. Ao subir os créditos finais, tive a certeza de que o nome de J.J. Abrams ligado com de Steven Spielberg no cartaz do filme não era apenas artifício publicitário.
Com o lançamento do longa nas locadoras, aproveito para escrever minha opinião sobre o longa produzido pela Tv Zero e dirigido pelo publicitário Marcus Baldini. Bruna Surfistinha estreiou em fevereiro desse ano e levou milhões de pessoas aos cinemas. O filme ja está disponível nas locadoras e em breve entra em pré-venda para o grande público. Se você ainda não viu, deveria. O filme foi livremente adaptado do livro escrito pela própria Bruna, O Doce Veneno do Escorpião - a história da prostituta que, assim como a britânica Belle de Jour um ano antes, decidiu usar a partir de 2004 um blog para narrar o seu dia a dia de trabalho - Raquel Pacheco se transforma rapidamente em Bruna Surfistinha.O longa começa com o passado de Raquel e a fuga de casa, o interessante é como Deborah trabalha a transformação da adolescente tímida e desajeitada em Bruna Surfistinha, a garota de programa que viria ser a mais famosa do Brasil. Um filme cheio de sexo e drogas que poderia facilmente cair na baixaria gratuita ou na exploração fácil da nudez da belíssima Deborah Secco, atriz que vive o papel título. A boa notícia – ou, no caso, as boas notícias – é que nada disso acontece: Bruna Surfistinha, o filme, é digno, profissional. Tecnicamente muito bem elaborado, otimamente interpretado (não só por Deborah, como por todo o elenco) e não se rende à gratuidade. Da abordagem do tema à fotografia, do roteiro à trilha sonora, do elenco à montagem, não há nada que o impeça de se transformar num dos maiores sucessos de bilheteria deste ano. Sequer parece filme de diretor estreante em longas. O filme sabe ser ousado sem ser apelativo, usa bem a nudez sem cair na baixaria, e felizmente tem estética de filme para cinema, não sendo apenas um produto televisivo exibido na tela grande, como muitas vezes tem acontecido. Destaque para Drica Morais e Fabíula Nascimento, que estão fantásticas! Em meio a remakes e releituras que andam dominando o marcado cinematográfico, Bruna Sursfistnha é puro entretenimento.
Trailer do filme:
Toda a trilha sonora do filme é ótima, mas destaco a minha preferida:
Ainda inspirado pelo post que escrevi anteriormente da série Barrados no Baile, me perguntei como estariam agora os astros dos filmes oitentistas que foram grandes sucessos de público e hoje são considerados clássicos. Já parou pra imaginar? O tempo fez bem para uns, já para outros, a coisa não é bem assim, vamos conferir?!
Os Goonies é um filme de 1985, produzido por Steven Spielberg, escrito por Chris Columbus e Steven Spielberg, e dirigido por Richard Donner.
Na época, teve um extremo sucesso. Conta com a participação de Cyndi Lauper, cantando a música-tema do filme "The Goonies 'R' Good Enough"
Após encontrar um mapa do tesouro no sótão de sua casa, Mickey, Brand, Bocão (Mouth), Dado (Data) e Bolão (Chunk) partem em busca do tesouro de Willy Caolho. Juntam-se a eles nessa aventura Andy e Stef mas, além das armadilhas deixadas por Willy Caolho por entre as cavernas e trilhas subterrâneas, os garotos terão de enfrentar também uma família de bandidos italianos, Os Fratelli. Para salvá-los resta somente o valente e destemido Sloth.
Mas como está essa turma hoje?
Josh Brolin participou de filmes como ‘Milk’ e ‘W’, em que interpreta George W. Bush. Em Os Goonies interpretou Brand Walsh.
Sean Astin é o mais famoso do grupo. Fez a trilogia de "O Senhor dos Anéis". Em Os Goonies interpretou Mikey Walsh.
Corey Feldman é um ícone adolescente dos anos 80. Fez "Os Garotos Perdidos" e "Sem Licença Para Dirigir". Em Os Goonies interpretou Bocão
Jonathan Ke Quan virou mascote do Indiana Jones, mas depois tornou-se instrutor de artes marciais. Em Os Goonies interpretou Dado.
Kerri Green, a mocinha do filme, já participou de séries como "Law and Order" e "ER Plantão Médico". Em Os Goonies interpretou Andy Carmichael.
Martha Plimpton ficou conhecida como a namorada de River Phoenix, morto por overdose nos anos 90. Em Os Goonies Interpretou Stef Steinbrenner.
O ex-gordinho Jeff Cohen se tornou advogado de entretenimento. Em Os Goonies interpretou Bolão.
John Daniel Matuszak, o Sloth, morreu precocemente de infarto. Em Os Goonies interpretou Lotney 'Sloth' Fratelli
Já outro filme que todo mundo viu, era assíduo da sessão da tarde, foi "Curtindo a Vida Adoidado". Quem nunca teve seu momento Ferris Bueller? O filme estreiou em 1986 e foi dirigido por John Hughes.
O trio principal no filme.
Matthew Broderick era Ferris Bueller
Mia Sara era Sloane Peterson, a namorada
Alan Ruck era Cameron Frye, o melhor amigo de Ferris
Jeffrey Jones era o diretor, Ed Rooney
Jennifer Grey era Jeanie Bueller, a irmã de Ferris
Charlie Sheen, o delinquente da delegacia
Ben Stein, o professor de economia
Kristy Swanson era Simone Adamley, estudante de economia
Edie McClurg era a secretária Grace
Você se lembra de Anna Chlumsky? Acho que não né? Pois bem, Anna interpretou a simpática nem tanto garotinha Vada Sultenfuss em mais um clássico dos anos 90, "Meu Primeiro Amor". Ela fazia o parzinho de Macaulay Culkin nesse tocante filme sobre a descoberta do amor e amizade. "Meu Primeiro Amor" é um filme de 1991. O filme se passa no ano de 1972, em Madison, Pensilvânia, nos Estados Unidos, e se inicia com Vada Sultenfuss contando que nasceu com icterícia e pegou hemorróidas no banheiro de um posto, dizendo que vive com um osso na goela há três anos, e perguntando ao seu pai por que seu seio esquerdo cresce mais rápido do que o direito. Vada Sultenfuss é uma garota de 11 anos. O seu pai, Harry Sultenfuss, é um viúvo que não consegue compreender sua filha e, com isso, quase sempre a ignora. Vada não tem mãe, já que ela morreu no seu parto (sendo que ela se sente culpada). Para encarar tudo isso, Vada tem um melhor amigo, Thomas J. Sennett. Ele é um menino impopular, e isso faz com que ele não tenha amigos. Suas aventuras do verão - do primeiro beijo ao último adeus - introduzem Vada ao mundo da adolescência.
Dando continuidade ao post, o Wayfarer apareceu em muitos
filmes atualmente clássicos, que citarei ao longo da matéria. Mas vou falar
agora sobre a primeira vez que eu experimentei um desses. Foi lá pelos anos de
1988/89, minha tia, Maria da Graça, tinha um marrom, minha mãe costumava
trabalhar na casa dela e me levava junto já que não tinha alguém para tomar
conta de mim, e foi numa dessas visitas que eu experimentei, estava eu fuçando
a penteadeira dela e me deparei com a caixinha, claro que o óculos ficou
gigante no meu rosto, mas eu havia adorado o modelo, li na embalagem o nome
“Wayfarer” e nunca mais esqueci.
Desde a adolescência esse é o modelo de óculos que eu uso até agora. Claro,
havia todo o Hype em cima do formato, Tom Cruise havia protagonizado “Negócio
Arriscado” (1983) e aparecia usando um no longa (foto 3), Audrey Hepburn havia
estrelado “Bonequinha de Luxo” (1961) usando um Wayfarer (foto 1). Se
lembram de mais algum? Pois bem, “Os Irmãos Cara-de-Pau” (1980) trazia John
Belushi e Dan Aykroyd, famosos comediantes do “Saturday Night Live” usando
também o estiloso modelo da Ray-Ban (foto 2). Madonna aderiu ao Wayfarer
em seu filme “Procura-se Susan Desesperadamente” e o óculos foi um dos
protagonistas (foto 4). Alguém se lembra de “Curtindo a Vida Adoidado”? Claro
né? Tem como esquecer? Ferris também aderiu ao item, que pode ser visto numa
das passagens do filme.
Wayfarers são por vezes citados como o melhor modelo de venda de óculos de sol
na história (embora Ray-Ban Aviators também foram creditados com esta
realização) e tem sido chamado um clássico do design moderno e um dos mais
duradouros ícones da moda do século 20. Foi o primeiro modelo da Ray-Ban a não
ter armação de metal.Dando continuidade ao post, o Wayfarer apareceu em muitos
filmes atualmente clássicos, que citarei ao longo da matéria. Mas vou falar
agora sobre a primeira vez que eu experimentei um desses. Foi lá pelos anos de
1988/89, minha tia, Maria da Graça, tinha um marrom, minha mãe costumava
trabalhar na casa dela e me levava junto já que não tinha alguém para tomar
conta de mim, e foi numa dessas visitas que eu experimentei, estava eu fuçando
a penteadeira dela e me deparei com a caixinha, claro que o óculos ficou
gigante no meu rosto, mas eu havia adorado o modelo, li na embalagem o nome
“Wayfarer” e nunca mais esqueci.
Jake Gyllenhaal também abusa do modelo no filme "Amor e
Outras Drogas", Shahrukh Khan usa em "My Name Is Khan" e Hayden
Christensen em "New York, I Love You", respectivamente:
Jason Patric aparece na capa de Os Garotos Perdidos usando o modelo:
Até meu vilão favorito de todos os tempos se rendeu ao estilo Wayfarer:
Mas e além dos filmes? As celebridades também se renderam ao modelo vintage do Wayfarer e esse já é figurinha carimbada entre os famosos.
Jude Law
Kirsten Dunst
Johnny Depp
Gostou? O modelo Wayfarer da Ray-Ban pode ser encontrado facilmente, e varia entre R$ 170 a R$ 250. Jááá quem não tá podendo pagar esse valor, tem as versões alternativa (mais chic do que falar pirata) nos camelos da vida!
AVISO: Se ainda não viu nenhum dos filmes, e pretende, não continue lendo, se já víu os três primeiros e ainda não viu o quarto, também não prossiga. Spoilers a seguir.
Estive enrolando por muito tempo para escrever uma matéria sobre os filmes da cine série Pânico por que não?, o motivo de tanta enrolação foi que eu queria abordar todos os filmes da franquia, falar desde o primeiro Pânico até o último lançado no mês de abril passado, Pânico 4.
Acredito que se você leitor, não for uma pessoa que se identifica com o gênero, terá um tédio tremendo ao ler esse post, provavelmente ao final ele estará imenso. Wes Craven foi e é um dos meus diretores preferidos do gênero terror, trash, suspense e o que mais entrar nessa lista. Busco acompanhar o trabalho de Wes desde que vi, ainda muito garotinho, o filme A Hora do Pesadelo de 1984, que lançava um dos maiores ícones do terror mundial, Freddy Krueger.
O que me chamou a atenção no anúncio de divulgação do primeiro Pânico, lá em meados de 96 foi o nome que regia a direção, Wes Craven. Até então, não conhecia o roteirista, e o elenco também me passaria em branco, a não ser por Neve Campbell, que eu conhecia do seriado Party of Five, passava no canal fechado Sony e posteriormente chegou a ser exibido na extinta Rede Mulher, também teve uma rápida passagem pela Rede Record com o nome de O Quinteto, em meados dos anos 90. Quer relembrar a abertura do programa? É pra já:
Pois bem, ví Pânico no cinema e saí atordoado com o novo conceito, achei o roteiro fantástico, Wes tinha acertado a mão na direção e o elenco era jovem e promissor. O filme revitalizou o gênero nos anos 90 de forma semelhante à que Halloween de 78 fez na segunda metade dos anos 70, utilizando um conceito que combinava cenas assustadoras com diálogos que satirizavam os clichês dos filmes de terror.
Entrei acreditando piamente que Drew Barrymore seria a estrela principal, mas não foi, sua morte, nos primeiros 10 minutos de filme foi uma loucura pra mim, que diretor mataria sua atriz principal logo de cara? Hitchcock foi corajoso ao fazer isso em Psicose, mas, isso daria certo? Deu, e muito. Pânico aos poucos ganhou público, virou hit, era aquele filme que todo mundo queria ver ou saber sobre, tornou-se um grande sucesso comercial em sua estréia e foi um dos filmes mais lucrativos de 1996, sendo aclamado por críticos de todo o mundo. Nascia então um novo roteirista, Kevin Williamson. Confira a cena de abertura, Drew como Casey Becker, considerada clássica atualmente:
Dois anos depois o inevitável aconteceu, Pânico 2 prometia tudo o que seu antecessor trouxe de inovador e algo mais. Contei os meses para poder ver essa sequencia, torci ansiosamente para que o filme estreasse aqui na minha cidade no dia certo, sabem como é, cidadezinha do interior geralmente atrasa nas estreias, diferente das capitais. Vi Pânico 2 no dia que estreou no Brasil, me perguntava quem seriam os assassinos, poderia ser um só dessa vez, ou três, pensei em infinitas possibilidades para a trama, o que poderia dar errado? Nada! O trio principal estava de volta, Wes dirigiria novamente e Kevin assinava o roteiro, além do longa trazer novos talentos no elenco, alguns conhecidos, outros introduzidos.
Pânico 2 não foi melhor que o original, mas foi sensacional, Sidney na faculdade, o filme baseado em sua vida sendo lançado nos cinemas, cenário perfeito para a volta de Ghostface. É nesse que somos introduzidos ao filme dentro do filme. De novo, cena de abertura impactante, mais violenta, duas vítimas num cinema lotado.
Pânico 2, depois do primeiro era meu preferido, até ver o 4, falarei mais no final sobre este. O filme arrecadou um total de $172,363,301 ($101,363,301 nos EUA e $71,000,000 em outros países) tornando-se o 7° filme de terror da história a ultrapassar a barreira dos 170 milhões de dólares em bilheteria. Antes dele, somente Tubarão, Tubarão 2, Drácula de Bram Stoker, Entrevista Com o Vampiro, O Exorcista e o primeiro Pânico conseguiram essa façanha. Pânico 2 foi o filme de terror mais visto em 1997/1998 no mundo todo.
Mas, como em time que está ganhando não se mexe, Pânico 3 foi um caso a parte, lançado no ano 2000, sendo o terceiro e último capítulo da trilogia, esse não foi assinado por Kevin Williamson, mas seria dirigido por Wes Craven. Embora o trio principal estivesse de volta, não me senti confiante, pois muito do sucesso de Pânico vinha do roteiro muito bem desenvolvido.
Resultado: Pânico 3 foi de longe o pior filme da franquia, escrito por Ehren Kruger que não é parente do Freddy, o filme teve uma trama arrastada, misturada, muito satirizada que não combinou com a proposta dos anteriores. A sensação era de estar assistindo um Todo Mundo em Pânico mais sério, e só, será que eu exagerei?. O final, com o meio irmão de Sidney dizendo que ele persuadiu e induziu Stu e Billy a assassinar Maureen Prescott tirou toda a credibilidade dos vilões originais, além de ter um péssimo motivo. Não gostei! Apesar disso, o filme estabeleceu um recorde na sua abertura para o fim-de-semana. O número de telas nos Estados Unidos: 3.467. Este foi mais tarde superada por Missão Impossível 2 com 3.669.
Mas era o fim, sabe aquele filme ruim que todo mundo odeia mas você ama? É assim que me sinto quanto ao final da trilogia, até então. Não encontrei a cena de abertura, fico devendo...
Os anos passaram, 10 para ser mais preciso, e o anúncio se tornou oficial, Pânico 4 iria ser feito, dirigido por Wes Craven, escrito por Kevin Williamson, trio original de volta, novos talentos pipocando em Hollywood. Era o momento certo. Minha crítica a seguir exemplifica minha visão sobre Pânico 4 comparado a todas essas tranqueiras que a indústria vem produzindo atualmente.
Pânico 4 tem um motivo, bem forte, atual, reinventado, crítico e ácido para sua existência. Sua abertura nos remete a leva de filmes com muitas continuações, critica a imbecilidade que filmes como Jogos Mortais levam a essa nova geração que prefere ver algo explícito do que implícito. Pensar? Jamais! A brincadeira aqui é o sarro que as protagonistas da abertura, (isso mesmo, são várias, seis precisamente) tiram com a franquia Stab, como mencionado por uma delas, as continuações chegam a ser tão ridículas que até agridem, no Stab 5, por exemplo, eles nos remetem a viagens no tempo. Cadê o velho e querido cinema psicológico? Pois bem, está de volta, e tem um nome: Pânico 4.
O trio de protagonistas do original se mistura com rostos de atores da nova geração, Wes de alguma forma tinha que abocanhar esse público alvo, os jovens de hoje, que, definitivamente, não são os mesmos de ontem. Claro, uma geração não é igual a outra, mas o que essa não tem, como o filme faz questão em nos dizer, é um legado.
Na atual situação que o cinema se encontra, em meio a releituras, remakes, cópias de obras imortais, Pânico 4 não poderia deixar de ser mais inovador, utilizando a velha forma: diálogos inteligentes, trama envolvente, o mínimo de efeitos cg’s e uma boa direção. Aqui fica claro que Pânico 4 brinca com a nova e velha geração, nos regride em meados dos anos 90, com toda a tecnologia hi tech que temos atualmente, o resultado não poderia ter sido melhor. O filme critica a banalidade em que os jovens vivem hoje, usando de forma geniosa seu roteiro original, fazendo um remake crítico a todas as produções banais que Hollywood produz atualmente, que são consumidas diretamente pelo público alvo.
A antiga formula continua: um serial killer, vítimas, suspeitos, motivos, e sangue, na sua melhor forma. A diferença de Pânico 4 com outras produções do gênero é a originalidade. Frases críticas marcam a volta de Ghostface, como, por exemplo, a necessidade de se ter 15 minutos de fama, a necessidade de se ter fãs e não amigos, 1000 followers é mais importante do que 1 amigo de verdade.
Livros? Ler? Ninguém mais faz isso nos dias de hoje, diz o assassino no final, hoje tudo se grava, tudo se põe no You Tube, tudo é fácil. Estudar? Trabalhar? O que a América não faz pra ter seus 15 minutos de fama? Big Brother, pornografia caseira, mídia espontânea, está tudo em evidencia, num dos motivos mais forte de todos os filmes da franquia: A BANALIDADE explicitamente incutida na juventude de hoje.
Wes nos homenageia com ângulos de câmera, iluminação e cenas refeitas especialmente para os fãs, vejo o final de Pânico 4 como um final alternativo de Pânico. Num determinado trecho, Sidney desabafa: “Não foda com o filme original”, falando ironicamente ao assassino morto ao chão. Agora, é ou não é, o que qualquer saudosista gostaria de gritar aos quatro ventos? DON’T FUCK WITH THE ORIGINAL!!!
E assim eu estava vingado, pude esquecer a desgraça da terceira parte da franquia e por a cabeça no travesseiro à noite com a sensação de missão cumprida.