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domingo, 25 de agosto de 2013

O Rei Leão resume toda a magia da Broadway

Adaptação da animação clássica da Disney, o musical O Rei Leão  (The Lion King) lidera a lista dos espetáculos mais procurados da atualidade. Tem o título de maior bilheteria da Broadway. A superprodução, que está há dezesseis anos em cartaz, multiplicou-se por quinze países, arrecadou 5 bilhões de dólares e foi aplaudida por mais de 66 milhões de pessoas. 

Agora, desembarcou pela primeira vez na América do Sul, em temporada que rola desde março e vai até dezembro, no Teatro Renault, na Bela Vista em São Paulo. É, sem dúvida, o maior e mais caro musical que já passou pelos palcos paulistanos, com investimento de 50 milhões de reais. A Família Addams custou , por exemplo, metade desse valor. 

A produtora Time for Fun (T4F), tem parceria com a Disney e inclui apresentações futuras de Mary Poppins (mini-infarto!!) e A Pequena Sereia para os anos de 2014 e 2015.

A jornada do leão Simba, que herda o reino do pai, Mufasa, mas foge ao achar que é culpado por sua morte, causa arrepios e faz todo mundo se emocionar. Há muito trabalho atrás das cortinas. A premiada montagem nova-iorquina é referência para as adaptações estrangeiras, por isso, uma equipe americana da Disney que hoje totaliza 35 integrantes veio ao Brasil em junho para acompanhar todas as etapas, das audições a estreia. São observados detalhes que vão da entonação da voz à posição do cenário e coreografias. 

Por ser uma megaprodução, O Rei Leão exigiu uma logística desafiadora: 35 toneladas de cenário e figurino chegaram à cidade em 22 contêineres. Foi necessário construir no Teatro Renault anexos para guardar o material mais dois camarotes laterais para acomodar os percussionistas. Para escrever as letras em português das melodias de Elton John, diferentes das já conhecidas no filme, foi convocado o cantor e compositor Gilberto Gil. A trilha é executada por uma orquestra de dez músicos. No quesito maquiagem e perucas, cinco profissionais treinados durante quatro meses ficam encarregados da tarefa. 

Para aqueles que não têm medo de sonhar com outra realidade, se entregar a um divertimento para esquecer, nem que por apenas duas horas e meia, os problemas (Hatuna Matata!), e consiga comprar uma entrada, vá sem medo. O Rei Leão, O Musical é excelente opção.

Interior do Teatro Renault  para O Rei Leão 


Josi Campos (Nala), Phindile Mkhize (Rafiki) e dançarinas leoas em cena

Tiago Barbosa (Simba)

Figurinos de Scar e Sarabi

Mascaras de Mufasa e Scar
Souvenirs que trouxe do espetáculo

Máscara de uma leoa na loja do espetáculo

domingo, 18 de agosto de 2013

A Família Addams - A comédia musical da Broadway

A estreia brasileira do musical "A Família Addams", que aconteceu em 01/03/12 no Teatro Abril (agora Teatro Renault), em São Paulo, é a primeira produção da peça fora dos EUA e por ser uma adaptação de um clássico dos quadrinhos de 1938, popularizado na TV e no cinema por décadas carrega uma grande responsabilidade. Quando "A Família Addams" estreou na Broadway, em abril de 2010, a crítica massacrou o espetáculo.

Nathan Lane, que fazia o papel de Gomez, saiu da peça, e os diretores, Phelim McDermott e Julian Crouch, trataram de contratar o consultor criativo Jerry Zaks - conhecido como Doutor Broadway, aquele sujeito acionado nas emergências para dar um jeito em iminentes desastres artísticos - que substituiu quatro músicas e reescreveu outras cinco (de um total de 15). Apesar das críticas ainda ruins, "A Família Addams" faturou US$ 85 milhões e ficou em cartaz na Broadway até dezembro de 2011, quando saiu em turnê pelos EUA. Jerry Zaks é o diretor geral do espetáculo brasileiro, e, apesar de todos os revezes nos EUA, o espetáculo fez uma trajetória de sucesso em São Paulo e Rio de Janeiro.

 - Costumamos dizer que um musical na Broadway não fica pronto, ele estreia - diz Zaks. Centenário de Charles Addams, os trunfos do diretor no Brasil são fortes. A adaptação foi encomendada por Claudio Botelho, experiente produtor, diretor e adaptador de musicais.
Foram feitas adaptações no vocabulário e nas músicas para aproximar o texto do público brasileiro, mantendo o humor negro e politicamente incorreto, que é o grande trunfo da peça.

Além disso, o elenco da montagem nacional - Marisa Orth no papel de Mortícia, Daniel Boaventura como Gomez e a espetacular Laura Lobo como Wandinha - é de experientes atores-cantores, já conhecidos tanto do público de musicais quanto dos telespectadores de TV. Parece que nasceram para essas personagens. Marisa e Daniel são tão bons quanto os outros grandes atores que já interpretaram estes papéis. Aplaudi de pé.

São Paulo se firmou como um dos grandes mercados mundiais para musicais e não precisa mais esperar anos para criar suas próprias versões de sucesso .

A estreia no Brasil coincidiu com as festas do centenário de nascimento do cartunista Charles Addams, criador dos sinistros e divertidos personagens.
A tarefa de surpreender coube aos libretistas Marshall Brickman e Rick Elice, que colocaram Wandinha, a filha mais velha do casal Addams, no centro da história. Apaixonada por um jovem "normal", a garota tenta convencer os pais a fingirem normalidade num jantar no qual ela e o namorado, Lucas (Beto Sargentelli), desejam anunciar seu noivado. Todos se identificam com essa luta pela aceitação. Voltamos aos desenhos originais e descobrimos uma família diferente, excêntrica e unida. Marisa Orth faz sua estreia no teatro musical tradicional. A atriz sempre cantou, como ex-vocalista das bandas Luni e Vexame, e protagonista dos shows "Romance vol. I" e "Romance vol. II". Marisa esteve na Broadway e assistiu à peça quando Brooke Shields fazia Mortícia.

- Percebi todas as mudanças. Nossa versão é muito melhor - diz Marisa. - Teria aceitado interpretar Mortícia mesmo que fosse para um ensaio fotográfico, um curta-metragem. Tem gente que sonha com a Julieta, eu sempre sonhei com a Mortícia.

O musical se despediu dos palcos em abril de 2013, deixando saudades.

Souvenirs que comprei na lojinha oficial do musical 

Teatro Renault em noite de espetáculo.
Eu e amigos.

sábado, 17 de março de 2012

Priscilla chega ao Brasil com muito glamour


Estreou hoje em São Paulo o musical Priscilla A Rainha do Deserto, adaptação para os palcos do filme australiano que em 1994 foi sucesso absoluto. Ganhador do Oscar de melhor figurino em 1995 e indicado a vários prêmios importantes do cinema como Bafta e Globo de Ouro, Priscilla conta a história de duas drag queens, Anthony/Mitzi e Adam/Felicia, e uma transsexual, Bernadette/Ralph, são contratados para fazer um show travesti em um resort em Alice Springs, uma cidade turística no remoto deserto australiano. Eles viajam a bordo de seu ônibus, Priscilla. No caminho, descobrem que a mulher que os contratou é a esposa de Anthony. O ônibus quebra, e é consertado por Bob, que passa a viajar com eles. Os atores que deram vida aos personagens do filme foram interpretados magistralmente por Terence Stamp (Bernadette), Hugo Weaving (Mitzi) e Guy Pearce (Felicia).


Agora é a nossa vez de poder prestigiar esse espetáculo que vem diretamente de Londres, com figurino original e todos os acessórios e cenários que vimos por lá.  Para importar toda a produção, foram gastos entre R$ 6 e R$ 7 milhões. As músicas também são todas originais, sem tradução, como "I Will Survive". Apesar de toda a produção ser importada, o elenco é composto apenas de brasileiros, 27 ao todo. A tríade de atores Luciano Andrey (Mitzi), Ruben Gabira (Bernadete) e Adam (André Torquato) interpretam as personagens de forma natural, mas em algumas cenas com necessidade vocal maior, deixam a desejar. Para apresentar hits como "Go West", do Village People e "I Say A Little Prayer For You", de Dionne Warwick, os atores dublam músicas cantadas por profissionais -- as chamadas "Divas", que dividem o palco durante as canções.
De acordo com o autor, o roteiro foi pouco adaptado, sem alterações exageradas e usando poucas gírias brasileiras, o que deixa o universo vivido no deserto da Austrália mais real. Os figurinos - cerca de 500 peças - e todo o cenário salta aos olhos com muita cor e glitter.



Entrevista do Papel Pop com os três atores principais da peça:


O autor Stephan Elliot, criador da clássica história "Priscilla, Rainha do Deserto", contou que o enredo que originou o filme e o musical, foi inspirado em uma drag queen brasileira durante evento para a imprensa que aconteceu na quarta passada.

Bem humorado, Stephen contou que teve a ideia de escrever a história em 1989, quando estava no Brasil para ver o Carnaval do Rio de Janeiro. No meio da multidão, ele viu uma drag e pensou: "Tenho que levar uma drag para o deserto da Austrália". Ele também disse que as "pessoas pensam que 'Priscilla' é sobre a cor, o figurino e a música, mas na verdade é uma história sobre amor e tolerância", afirmou. Atualmente, o autor é recém-casado com um brasileiro, que conheceu nessa visita ao país.

O musical está em exibição no Teatro Bradesco, fica no Bourbon Shopping aqui em São Paulo. Compre os ingressos pelo site oficial:  http://musicalpriscilla.com.br/