sábado, 2 de fevereiro de 2013

Pé Na Cova

Fala meu povo! Tudo bem com vocês?
Bom, fiquei bastante tempo longe do blog por pura preguiça, mas, cá estou novamente. Vi,  li, ouvi tanta coisa legal nesse meio tempo que tem assunto pra caramba pra postar, só não sei com que frequência!
Hoje vou falar de um seriado nacional que to assistindo e curtindo muito, é o novo do Miguel Falabella, "Pé Na Cova". Ruço (nome verdadeiro Gedivan Pereira) é dono de uma funerária no bairro Irajá (RJ) e lá mora com sua família addams muito estranha. Odete Roitman, sua filha e sapatão , trabalha como stripper pela internet. Alessanderson, o filho mais novo, sonha em entrar para a política e sua mãe, Darlene (Marília Pêra engraçadíssima) é uma alcoólatra, trabalha mora na funerária F.U.I (Funerária Unidos do Irajá) a beira da falência como maquiadora profissional com diproma de defunto. A sitcom tem outras personagens muito bem elaboradas e trabalhadas. A plot gira em torno dessa família que faz de tudo por um defunto, com diálogos afinados e citações cômicas de humor negro.
Vale a espiada, as quintas-feiras, depois do BBB na Rede Globo.




















Miguel FalabellaGedivan Pereira (Ruço)
Marília PêraDarlene
Lorena ComparatoBibi (Abigail)
Luma CostaOdete Roitman
Daniel TorresAlessanderson
Mart'náliaTamanco
Sabrina KorgutAdenóide
Alexandre ZacchiaJuscelino
Maurício XavierMarcão/Markassa
Karin HilsSoninja
Karina MarthinGiussandra
Eliana RochaLuz Dívina
Niana Machado
Rubens de AraújoFloriano

sábado, 17 de março de 2012

Priscilla chega ao Brasil com muito glamour


Estreou hoje em São Paulo o musical Priscilla A Rainha do Deserto, adaptação para os palcos do filme australiano que em 1994 foi sucesso absoluto. Ganhador do Oscar de melhor figurino em 1995 e indicado a vários prêmios importantes do cinema como Bafta e Globo de Ouro, Priscilla conta a história de duas drag queens, Anthony/Mitzi e Adam/Felicia, e uma transsexual, Bernadette/Ralph, são contratados para fazer um show travesti em um resort em Alice Springs, uma cidade turística no remoto deserto australiano. Eles viajam a bordo de seu ônibus, Priscilla. No caminho, descobrem que a mulher que os contratou é a esposa de Anthony. O ônibus quebra, e é consertado por Bob, que passa a viajar com eles. Os atores que deram vida aos personagens do filme foram interpretados magistralmente por Terence Stamp (Bernadette), Hugo Weaving (Mitzi) e Guy Pearce (Felicia).


Agora é a nossa vez de poder prestigiar esse espetáculo que vem diretamente de Londres, com figurino original e todos os acessórios e cenários que vimos por lá.  Para importar toda a produção, foram gastos entre R$ 6 e R$ 7 milhões. As músicas também são todas originais, sem tradução, como "I Will Survive". Apesar de toda a produção ser importada, o elenco é composto apenas de brasileiros, 27 ao todo. A tríade de atores Luciano Andrey (Mitzi), Ruben Gabira (Bernadete) e Adam (André Torquato) interpretam as personagens de forma natural, mas em algumas cenas com necessidade vocal maior, deixam a desejar. Para apresentar hits como "Go West", do Village People e "I Say A Little Prayer For You", de Dionne Warwick, os atores dublam músicas cantadas por profissionais -- as chamadas "Divas", que dividem o palco durante as canções.
De acordo com o autor, o roteiro foi pouco adaptado, sem alterações exageradas e usando poucas gírias brasileiras, o que deixa o universo vivido no deserto da Austrália mais real. Os figurinos - cerca de 500 peças - e todo o cenário salta aos olhos com muita cor e glitter.



Entrevista do Papel Pop com os três atores principais da peça:


O autor Stephan Elliot, criador da clássica história "Priscilla, Rainha do Deserto", contou que o enredo que originou o filme e o musical, foi inspirado em uma drag queen brasileira durante evento para a imprensa que aconteceu na quarta passada.

Bem humorado, Stephen contou que teve a ideia de escrever a história em 1989, quando estava no Brasil para ver o Carnaval do Rio de Janeiro. No meio da multidão, ele viu uma drag e pensou: "Tenho que levar uma drag para o deserto da Austrália". Ele também disse que as "pessoas pensam que 'Priscilla' é sobre a cor, o figurino e a música, mas na verdade é uma história sobre amor e tolerância", afirmou. Atualmente, o autor é recém-casado com um brasileiro, que conheceu nessa visita ao país.

O musical está em exibição no Teatro Bradesco, fica no Bourbon Shopping aqui em São Paulo. Compre os ingressos pelo site oficial:  http://musicalpriscilla.com.br/  


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Estamos em Xanadu

Quando pergundo, você já assistiu Xanadu? Geralmente 99% das pessoas dizem: Xana o que? É, quase ninguém que eu pergunte conhece ou se lembra do sublime flop disco roller feito em 1980 com Olivia Newton John, logo após seu sucesso em Grease. Aí eu falo, é com a Olivia Newton John, não se lembra? E provavelmente ela responderá: nunca ouvi nada dessa Olivia Neutron Bomb! Seria difícil afirmar que o filme resiste ao teste do tempo. A música "I'm Alive" (da banda ELO) pode estar tocando com alegria, mas o "grand finale" da fantasia ainda parece que foi filmado em um ginásio com cenário de papelão e, francamente, ninguém, nem mesmo Olivia, é muito hábil em seus patins . A presença de uma lenda como Gene Kelly é apenas embaraçosa para todos. Mas ainda assim, apesar das falhas inumeráveis, há algo realmente especial sobre este filme bobo. Parte dela, é claro, é a combinação de beleza dos olhos azuis e arregalados e dos cabelos loiros de Olivia Newton John com sua voz angelical, que desafia qualquer atuação cretina ou diálogos ordinários, e claro, a locação utilizada para o filme, o The Pan Pacific Auditorium, em Los Angeles, sendo a cereja do bolo. Essa obra-prima do streamline moderno, abriu suas portas em 1935, mas foi abandonado e "destruído" na década de 80, quando foi imortalizado no filme, transformado em "Xanadu" do título com um pouco de ingenuidade, e dinheiro do personagem de Gene Kelly. A foto aqui é a "capa do álbum" na qual Kira, uma musa e filha de Zeus, desce do Monte Olímpo de patins  (daí o "Nove Irmãs" do título, pois as filhas de Zeus são 9) e aparece para Sonny Malone (Michael Beck), para enfeitiçá-lo com um beijo. Ao ouvir esse detalhe da trama, as pessoas provavelmnente acham a plot mais imbecil que se possa imaginar para um filme. E no fundo acho que elas tem razão. Mas esqueça tudo isso por um minuto, olhe para os pináculos que fazem a deco dos anos 80 tão fantástica, olhe a coloração do por do sol ao fundo, as botas brancas e largas de Olivia e a aura opaca de neon em volta dela. Quando vejo tudo isso ainda sinto aquela emoção de reviver os anos 80 com esses filmes. Vocês podem chamar de nostalgia, mas eu chamo de mágica.

Até o próximo post!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Aventurei-me com Tintin, e que aventura!


Só ontem pude embarcar numa das aventuras mais emocionantes que vivi nesse começo de ano. Depois da resolução do mistério alienígena que acompanhei em Super 8 e da revelação do mais novo serial killer de Woodsboro em Pânico 4, As Aventuras de Tintin fez com que eu entrasse no mundo do cinema em 2012 com o pé direito. Tintin nos é apresentado na tela numa singela homenagem de Spielberg ao desenho de Hergé, o personagem entra na trama de O Segredo do Licorne (quando eu via o desenho esse episódio tinha o nome de O Segredo do Unicórnio) por causa de uma miniatura de um Navio (que dá nome a aventura), todo cercado de muitos mistérios. Tudo está muito bem produzido, não só o roteiro fabuloso fielmente reproduzido, como os personagens humanóides caricatos. É possível visualizar os pelos dos braços do Tintin contra a luz do sol, os movimentos dos fios de cabelos ao vento, a iluminação do filme é esplendorosa, como tudo no longa. Nos vemos envolvidos no tal segredo do título, Milu descobre um mapa escondido dentro do mastro da miniatura do Licorne, depois de um acidente inesperado. Tintin é perseguidos por pessoas estranhas enquanto tenta solucionar, junto com o capitão Haddock, o segredo do Licorne, e nos leva de carona nessa fantástica aventura com gosto de nostalgia. Tintin não poderia ter ganho vida nas mãos de outro diretor sem ser Spielberg, tudo no longa é feito com muitos detalhes, é um road movie sem igual. Já conto os dias para comprar o Blu-ray! Que venha a próxima aventura.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

As Esganadas

Recentemente me vi submerso no estranho caso das esganadas. Jô Soares nos transporta para uma Rio de Janeiro de 1930, onde um serial killer tem um desejo insano: matar gordas! Os assassinatos em série são a especialidade do Jô. O interessante é que, se na maioria das obras do tipo, o assassino só seria conhecido nos capítulos finais do livro, em As Esganadas somos apresentados a Caronte (o assassino) logo no início da trama. Mais do que isso, conhecemos seus motivos e acompanhamos, divertidos, sua saga em busca de mulheres gordas e gulosas que lembrem sua mãe, a quem precisa castigar e assassinar diversas vezes através de suas vítimas. Uma das graças do livro é a utilização de personagens, fatos e curiosidades da época. A começar pelo clima político do Estado Novo, com a sombra de Filinto Müller a cobrar resultado da investigação (muitas gordas esganadas são de famílias importantes), enquanto a inclinação nazista vai se desenhando na ditadura Vargas. Além disso, o relato é pontuado por noticiários de rádio com seus reclames; por eventos esportivos, da Copa do Mundo de 38 na França a corridas de carro no Circuito Gávea, com participação de Chico Landi e do cineasta português Manoel de Oliveira; e pela geografia das ruas do Rio de Janeiro, com destaque para as confeitarias. Jô, escritor, acaba sendo muito mais engraçado e simpático que o entrevistador das madrugadas, que virou um personagem de si mesmo, muito ciente de sua imagem. Como diria Fernando Pessoa, personagem do livro: o bom poeta precisa ser um fingidor. Fica a dica: As Esganadas, Jô Soares, editora Companhia das Letras. Preço sugerido R$ 36,00.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A nova cara da literatura norte-americana: Jonathan Safran Foer

Recentemente descobri um autor chamado Jonathan Safran Foer. Digo recentemente por ser uma pena, pois gostaria de te-lo descoberto anos antes. Jonathan nasceu em Washington DC em 21 de fevereiro de 1977, nos Estados Unidos. É conhecido mundialmente pelos seus romances: Tudo Se Ilumina (Everything is Illuminated, 2002), Extremamente Alto e Incrivelmente Perto (Extremily Loud & Incredibly Close, 2005) e Comer Animais (Eating Animals, 2009). Foer graduou-se em Princeton, em 1999, com uma licenciatura em Filosofia e viajou para a Ucrânia para expandir sua tese. Em 2001, editou a antologia A Convergence of Birds: Original Fiction and Poetry Inspired by the Work of Joseph Cornell, para a qual contribuiu com o conto "If the Aging Magician Should Begin to Believe." Sua tese de Princeton tornou-se o livro Everything Is Illuminated, que foi publicado pela Houghton Mifflin em 2002 . O livro valeu-lhe um National Jewish Book Award e um Guardian First Book Award . Em 2005, Liev Schreiber escreveu e dirigiu uma adaptação cinematográfica do romance, estrelado por Elijah Wood. No Brasil, seus títulos são publicados pela Editora Rocco, atualmente, apenas dois deles ainda estão sendo comercializados, Tudo Se Ilumina (Everything is Illuminated) e Comer Animais (Eating Animals). Extremamente Alto & Incrivelmente Perto está fora de catálogo, ou seja, a edição brasileira é considerada rara. Esse ganhou uma adaptação cinematográfica dirigida por Stephen Daldry, o cara que fez O Leitor, As Horas e Billy Elliot, meu preferido. O elenco tem Tom Hanks e Sandra Bullock (que eu amo a long time ago) interpretando o pai e mãe do protagonista, Oskar Schell, que ganha vida na pele do estreante ator mirim  Thomas Horn. O longa tem previsão de estrear em 2012. Jonathan Safran Foer é um dos maiores nomes da nova literatura norte-americana, é casado com Nicole Krauss, autora de outros best-sellers: Man Walks Into a Room e A Hisória do Amor (lançado no Brasil pela Companhia das Letras). A dica do post de hoje são os livros desse escritor:

O jovem escritor deste romance é judeu e sempre quis saber detalhes da história de seu avô, um ucraniano que teve toda a sua família assassinada pelos nazistas e só escapou da morte graças à ajuda de uma certa Augustine, que o teria escondido dos alemães. Obcecado pela origem de sua família, o rapaz foi à Ucrânia tentar descobrir o paradeiro daquela mulher. Ele não tinha informação alguma para lhe servir de guia, sabia apenas que seu avô era de Trachimbrod, uma pequena aldeia judaica. Fora isso, ele contava com uma fotografia antiga que supostamente mostrava Augustine e seus parentes. 'Tudo se Ilumina' é construído sobre três narrativas completamente diferentes, que seguem paralelas e entremeadas. Alguns capítulos mostram Jonathan Safran Foer, personagem fictício homônimo do autor, em sua viagem à Ucrânia em busca de Augustine. Outros capítulos são páginas do livro de não-ficção escrito pelo personagem, contando a história de sua família desde o nascimento da aldeia Trachimbrod, no século XVII, até sua viagem de pesquisa ao local. A terceira narrativa é composta por cartas de Alexander Perchov, em que ele comenta o que já leu do tal livro, dá dicas ao autor e relembra os momentos que passaram juntos.






Nunca é possível reconhecer o último momento de felicidade que antecede uma tragédia. Seja ela o ataque às torres do World Trade Center, seja o cruel bombardeio aliado sobre Dresden, que arrasou a cidade e a população civil da histórica cidade alemã na Segunda Guerra Mundial. Portanto, dificilmente há tempo de verbalizar o amor que se sente pelas pessoas próximas que, por um golpe do destino, tornam-se distantes. Esta constatação e os dois acontecimentos históricos guiam 'Extremamente alto & incrivelmente perto'. O principal narrador do livro, Oskar, é um menino extremamente inteligente de 9 anos de idade, sofre com a morte do pai, uma das vítimas do ataque ao World Trade Center, que estava no local da tragédia por um mero acaso - uma reunião no Windows of the World, o restaurante no último andar de uma das torres. A dor de Oskar não vem só da perda, mas do fato de julgar ser o único a ouvir as últimas palavras emitidas pelo pai, deixadas numa secretária eletrônica.



No Brasil, a tradução do título ficou "Tão Alto Tão Perto"




Em seu primeiro livro de não ficção, Comer animais, Jonathan Safran Foer, autor do premiado Tudo se ilumina, publicado pela Rocco, mergulha no mundo da chamada agricultura industrial nos Estados Unidos – a criação intensiva de aves, porcos e bois –, assim como na pesca em larga escala e suas implicações para o meio ambiente. Após três anos de pesquisas, o resultado é um panorama assustador. Para que, levando em conta a inflação, a proteína animal custe hoje mais barato do que em qualquer outro momento da história americana, animais são submetidos a maus- tratos e abatidos para o consumo deformados e doentes; há pouco ou nenhum escrutínio público e supervisão eficiente por parte das autoridades sanitárias; rios e cursos d’água subterrâneos são poluídos por excrementos e dejetos da produção, com os custos, no sentido mais amplo da palavra, repassados à sociedade; e os ecossistemas do planeta correm risco de colapso em um futuro não tão distante.

Vegetariano esporádico, Safran Foer começou a pensar mais seriamente em suas opções alimentares quando seu filho mais velho nasceu. A preocupação com a origem da carne e a forma como é processada o levou a investigar a indústria alimentícia e, apoiado em estatísticas do governo americano e em fontes acadêmicas e industriais, ele teve a oportunidade de ouvir insiders do negócio, cientistas, membros de entidades defensoras dos direitos dos animais, chegando até mesmo a invadir uma granja e a testemunhar as terríveis condições do local. Esse apanhado de dados é de arrepiar o mais devoto carnívoro: a indústria de carne ocupa cerca de 1/3 das terras do planeta; o setor pecuarista é responsável, globalmente, por 18% das emissões de gás estufa; e um só método de pesca, o feito com espinhéis, mata 4,5 milhões de animais anualmente, incluindo 3,3 milhões de tubarões, 60 mil tartarugas marinhas e 20 mil golfinhos e baleias. Além disso, a agricultura animal usa, a cada ano, 756 milhões de toneladas de grãos e cereais para alimentar aves, porcos e gado bovino, bem mais do que o necessário para alimentar o 1,4 bilhão de seres humanos que vivem em extrema pobreza, cenário que tende a se agravar com o avanço do consumo dos variados tipos de carne em países emergentes como a China e a Índia.

Sem esquecer a importância que o ato de comer representa nas mais diversas culturas, pois é à mesa, com suas memórias e histórias, que, desde sempre, se forja a fraternidade, Safran Foer propõe um debate ético sobre o consumo alimentar dos animais. Ele defende o vegetarianismo como uma opção mais sensata de agricultura animal e um onivorismo mais honrado, que traga benefícios para o meio ambiente. O escritor também advoga um retorno ao antigos métodos de criação, menos traumatizantes para os bichos e para os ecossistemas, a imagem da fazenda bucólica tão associada aos valores americanos e que, hoje, representa apenas 1% de toda a produção nos Estados Unidos. Em última análise, Safran Foer pede aos leitores que ponderem sobre a decisão moral de comer outro ser vivo e que, se necessário fazê-lo, lutem por mudanças que permitam aos animais serem tratados com compaixão e dignidade, de forma que mesmo o abate seja feito de maneira que provoque o mínimo de sofrimento possível a aves, porcos e bois.

Recomendo, sem dúvidas!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Super 8 traz gosto de nostalgia, e dos bons!


Fui pego totalmente de surpresa ao assistir Super 8, dirigido e escrito por J.J. Abrams e produzido por Steven Spielberg. A trama se passa no verão de 1979, numa cidade industrial em Ohio, Estados Unidos, e envolve um grupo de amigos que estão gravando um filme para um concurso em uma câmera Super 8. Numa noite, em que estão gravando uma cena na estação de trem local, registram as imagens de um grave acidente de trem. Após o acontecimento, objetos, animais e pessoas começam a desaparecer, e o exército tenta encobrir o ocorrido.
A princípio, os amigos combinam em não revelar a ninguém que estavam no local do acidente, já que estavam ali escondido dos pais, mas quando eles vêem o caos que se instalou na cidadezinha após o acidente, não conseguem mais evitar e partem numa perigosa missão, descobrir o que está acontecendo em relação ao sumiço das coisas.

Super 8 despertou em mim durante sua exibição de quase 2 horas de duração sentimentos que há muito havia esquecido, sentimentos de doces lembranças da infância, foi como se voltasse aos meus 8 anos de idade, foi como ver Os Goonies, Conta Comigo e E.T. O Extraterrestre pela primeira vez. Além do mistério acerca da trama, os personagens de Super 8 possuem uma carga emocional muito forte, como a perda de um ente querido, o pai bebum e o melhor amigo apaixonado pela garota que você ama. J.J. escreveu um filme sobre verdadeira amizade, sobre companheirismo, coragem e decisões que devemos tomar em nossas vidas de crianças como se fossemos adultos. Claro, tudo isso em meio a muita correria, efeitos digitais e excelente trilha sonora. Momento nostálgico imperdível: quando um rapaz num posto de gasolina ouve "Heart Of Glass" da Blondie no Walkman.

Ao encerramento do longa, podemos acompanhar a versão final do filme produzido pelos amigos. Ao subir os créditos finais, tive a certeza de que o nome de J.J. Abrams ligado com de Steven Spielberg no cartaz do filme não era apenas artifício publicitário.